Cúpula do Dnit tentou suspender embargo do Ibama na BR-319

| 16/10/2015 às 20:17

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Comentários

  1. José de Souza disse:

    Basta olhar 15 minutos para a BR 230 vizinha da BR 319 para se entender a preocupação do anseio pela liberação da BR 319, média de 60 carretas de madeira/dia, 42 carretas por semana, 170 carretas/mês, 1680 carretas/ano, média de 40 toneladas de madeira cada uma, algumas com excesso até de 12 toneladas, origem terra indígena e Unidados de Conservação Federal e Estadual, acobertadas por Planos de Manejos Virtuais (existentes só em processos de licenciamento).

    Uma verdadeira farra do enriquecimento ilícito com bens públicos, a floresta, falta de fiscalização, falta de acompanhamento, desde a liberação dos manejo, desde a execução até o encerramento,gerando danos irreversíveis pois estamos falando de árvores centenárias.

    O ataque cruel as terras indígenas Tenhararin é um pequeno exemplo da ausência do Estado nas questões ambientais, a madeira circula por baixo das lonas das carretas ou escondida nos caminhões BAÚ que são liberados para transportar madeira o que dificulta aí na mais a fiscaluzacão, no Brasil do faz de conta a devastação e a agressão ao meio ambiente e real.

  2. Pedro Fernandes disse:

    Na entrevista, a fala do Senhor Luciano Evaristo se mostra inconsistente em diversas ocasiões, dentre as quais destacam-se:
    1) O fundamento lógico que sustenta sua argumentação é falso: isolar para preservar. Madeireiros e grileiros atuam há anos no Amazonas, sobretudo no sudeste, e até agora o IBAMA não controlou essa situação. Não é a retomada da rodovia o problema, pois no momento não há rodovia trafegável e a extração ilegal da madeira e a grilagem de terras já ocorrem.
    2) Não se trata de implementar, pois isto já ocorreu em 1976 quando de sua inauguração. Trata-se de torná-la trafegável.
    3) Afirmar que o IBAMA não tem condições de fiscalizar não serve de argumento para suspender a manutenção da rodovia. Esse problema tem de ser resolvido de outra forma, junto do Ministério do Meio Ambiente para que o IBAMA possa cumprir seu importante papel.
    4) Concordar com a Licença Única emitida pelo IPAAM e, depois que as obras de manutenção estão do meio para fim, suspendê-la é o mesmo que jogar o dinheiro público no lixo, pois um serviço de manutenção que não é concluído não atende ao seu fim e ainda se perde em pouco tempo.
    5) Obrigar uma região a ter de escolher entre a floresta ou o isolamento terrestre é querer tirar de si a responsabilidade e atribuí-la ao outro, o que não parece nada correto. É preciso pensar em corresponsabilidades.
    6) A mesma determinação e autonomia que o IBAMA tem para embargar as obras na região norte, terá em outras regiões do país?
    7) Permitir que mais de 3 milhões de pessoas fiquem reféns do transporte aéreo e fluvial pode soar conivência com o lobby desses que detém o monopólio do transporte no Norte do Brasil.

    Enfim, é lamentável que alguns ainda queiram impor uma lógica falida de que progresso e preservação são inconciliáveis, fundamentando-se no argumento de que é limitado para fiscalizar o progresso e por isso tem de manter no isolamento uma região inteira legando-a à condição de um “não-Brasil”.

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