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“Depois que a usina começou a barragem, o rio Teles Pires modificou muito”, diz Atú Kayabi

O indígena Atú Kayabi, da aldeia Kururuzinho, na Bacia do Teles Pires, no Pará (Foto: SucenalCV/FTP)
18/05/2017 20:45

 

Por Sucena Shkrada Resk

O projeto audiovisual Vozes dos Atingidos, do Fórum Teles Pires, com apoio do Instituto Centro de Vida (ICV), chega ao seu quinto depoimento. O indígena Atú Kayabi, da aldeia Kururuzinho, na Bacia do Teles Pires, no Pará, expõe as mudanças que constata ao comparar a situação da dinâmica e da qualidade do rio e consequentemente da acessibilidade do seu povo, neste contexto, antes e depois da implementação da usina hidrelétrica, que fica em Mato Grosso.

Atú Kayabi remete as suas lembranças a tempos mais remotos, também destacando a importância dos valores imateriais que o rio tem para sua etnia e outros povos locais, como os Munduruku e Apiaká, e os impactos que vêm sofrendo. “Depois que a usina começou a barragem, o rio Teles Pires modificou muito”, afirma. 

O objetivo do projeto Vozes dos Atingidos, que conta com o apoio da agência Amazônia Real na divulgação, é propiciar um espaço democrático para ‘vozes’ que tendem a ser ignoradas durante o processo de consolidação de grandes empreendimentos na Amazônia, em especial, de indígenas na bacia do rio Teles Pires. 

 

 

Sucena Shkrada Resk é jornalista, participa do Fórum Teles Pires (FTP) e é consultora de Comunicação do Núcleo Centro de Vida (ICV). A foto desta matéria é de sua autoria.

Veja o vídeo abaixo:

 

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