Especialista faz alerta para o uso de veneno em morcegos no Rio Unini

| 07/12/2017 às 17:43

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Comentários

  1. Elda disse:

    É lamentável a publicação de uma matéria dotada de informações errôneas. A pasta vampiricida é
    um dos artifícios utilizados pelo PNCRH – Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros -, do Ministério da Agricultura, para controle da doença em todo o Brasil. O produto é fabricado por Laboratório de Saúde Animal Certificafo e auxilia no trabalho de equipes de captura do morcego hematófago, um dos principais transmissores do vírus da raiva.

    A pasta vampiricida não contém veneno, ela é resultado de uma mistura de vaselina sólida com o anti-coagulante Wafarina, na proporção de 2%.
    Primeuramente é feito o levantamento de abrigos de morcegos como cavernas, cisternas e locais abandonados. A captura é feita a noite, sendo retidos apenas os hematófagos, os de outras espécies são soltos.

    A pasta é passada nas costas do morcego que é solto de volta à colônia. Como eles têm o hábito de se lamberem mutuamente, acabam por disseminar o produto em outros morcegos. Cada animal com a pasta é capaz de repassar o produto para cerca de 10 a 20 outros animais, que morrem por hemorragia, num período de 3 a 5 dias.

    O morcego hematófago é o principal transmissor da raiva em herbívoros por causa dos desmatamentos descontrolados que obrigaram esses animais a buscar alimento fora de seu habitat natural. A grande preocupação é a transmissão da doença em humanos, principalmente nas áreas rurais.

    Muito diferente do que diz a matéria, a pasta é
    bastante eficaz no CONTROLE DO MORCEGO TRANSMISSOR DA RAIVA, de forma alguma ela pode afetar outros animais silvestres. O trabalho da equipe deve estar sendo acompanhado por um médico veterinário e implantado de acordo com as normas estabelecidas após décadas de estudos.

    • Amazônia Real disse:

      Prezada Elda, obrigada pelo contato e pela contribuição. A matéria foi produzida com base nas informações da especialista, que também conversou com outros colegas da áreaa. O que ela fez foi alertar para a necessidade de um estudo ambiental e sanitário na região da Resex Rio Unini antes da aplicação da pasta, devido às peculiaridades da área. Estudo que não existe, até então. Quanto à não eficácia completa, o próprio diretor da FVS, que também é médico, concorda.
      Elaíze Farias.

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