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O “amor” das ararinhas Erê, Castanha e Pupunha em Belém

12/06/2017 20:04

Neste Dia dos Namorados, 6 de junho, o Museu Emílio Goeldi, sediado em Belém (Pará), distribuiu a notícia de um “amor” quase impossível entre dois animais mamíferos que viviam em seu habitat natural e um que sobrevivia solitário em um cativeiro. A história é de três ararinhas (Pteronura brasiliensis), espécie ameaçada de extinção na Amazônia. Um casal está acasalando e a expectativa é pelo nascimento de filhotes.

Segundo a instituição, Erê, uma ararinha macho, vivia sozinho no Parque Zoobotânico. Em 2014, duas fêmeas da espécie foram encontradas na área de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA). Chamadas de Castanha e Pupunha, elas tinham cerca de dois meses quando passaram por processo de adaptação alimentar e ambiental, até serem apresentadas ao Erê.

O Museu Emílio Goeldi disse que, ao longo de dois anos, foi realizado o manejo isolado das duas fêmeas, seguido da troca semanal de ambiente entre Pupunha, Castanha e o Erê (atualmente com 9 anos), sem contato direto, até chegar à fase atual, quando os animais passam o dia juntos e voltam a ser separados no final da tarde.

“Não há sinais de agressividade e uma das fêmeas, que se mostrou a dominante, já acasalou diversas vezes com o macho. A previsão é de que no próximo mês, os três possam ficar juntos no mesmo ambiente, inclusive durante a noite”, disse a instituição, que não divulgou o nome da fêmea, o que aumenta o mistério em torno do casal.

Segundo o Museu Goeldi, as fêmeas de ariranha produzem uma ninhada de um a cinco filhotes por ano, após uma gestação de aproximadamente 60 dias. Os filhotes começam a caçar sozinhos a partir de três meses e atingem maturidade sexual entre dois e três anos de vida, quando deixam o grupo familiar para formar os seus próprios grupos.

 

Leia a história completa de Erê, Castanha e Pupunha no site do Museu Emílio Goeldi. (Fotos: Antônio Messias)

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