Nicoly Ambrosio

Na capital amazonense, a plataforma de monitoramento ambiental Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou índice de material particulado fino (PM2,5) de 350.9 µg/m³ ( microgramas por metro cúbico), em Manaus – mais de 23 vezes do limite da OMS para 24 horas permitido para a saúde humana. A cidade sofre com a fumaça de incêndios urbanos, queimadas do agronegócio e desmatamentos de florestas. No dia 24 de setembro, o Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, do o governo federal, informou que o Amazonas recebeu R$ 45 milhões, em maio, para equipar o corpo de bombeiros. Nesta sexta, o Ibama e o Corpo de Bombeiros rebaterem informações sobre a ajuda de brigadistas. No Pará, os incêndios na Reserva Riozinho do Anfrísio, em Altamira, destruíram casas, uma escola e lavouras de ribeirinhos. A crise nos dois estados expõe o avanço do fogo na Amazônia e a falta de socorro governamental às famílias afetadas.

09/10/2026 19:56

O governador e candidato Roberto Cidade (União Brasil) demorou a tomar providências diante da alta nas queimadas e a estiagem crescente no estado. O decreto que proibiu o uso do fogo só foi assinado em 9 de setembro, quando a qualidade do ar de Manaus já era classificada como péssima. A poluição na capital atingiu o nível pico de 324,1 µg/m³, tornando o ar da capital o pior do mundo devido à fumaça. Diante do agravamento da crise, Cidade pediu ajuda ao governo do presidente Lula para enviar equipes de bombeiros de outros estados. A gestão estadual também não concluiu o Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas dentro dos prazos estabelecidos.

24/09/2026 21:56

A fumaça alterou a rotina dos moradores em diversas zonas da cidade, gerando relatos de dores de cabeça, enjoo, cansaço e ressecamento das narinas. Essa exposição contínua é agravada por temperaturas que ultrapassam os 37°C, transformando o clima úmido da região em um calor seco sufocante. Os moradores também sofrem com a falta de água potável nas torneiras.

17/09/2026 11:39

Em Audiência Popular, povos indígenas e tradicionais, agricultores, pescadores, moradores das periferias, mulheres, juventudes e movimentos sociais cobram do poder público ações permanentes para enfrentar os impactos da crise climática e os graves efeitos do calor extremo e das queimadas associados ao Super El Niño na região amazônica. Em Manaus, a temperatura já ultrapassou os 36°C e aumentou em 153% os incêndios florestais em bairros e na região metropolitana da capital amazonense.

19/08/2026 16:22