Fumaça das queimadas deixa ar péssimo em Manaus

A fumaça alterou a rotina dos moradores em diversas zonas da cidade, gerando relatos de dores de cabeça, enjoo, cansaço e ressecamento das narinas. Essa exposição contínua é agravada por temperaturas que ultrapassam os 37°C, transformando o clima úmido da região em um calor seco sufocante. Os moradores também sofrem com a falta de água potável nas torneiras.

Fumaça encobre novamente Manaus na manhã de quinta-feira (17/9) (Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real).
Amazonia Real Publicado em: 17/09/2026 às 11:39
Por da Amazônia Real
Metodologia

Origem e metodologia: A reportagem foi produzida a partir de dados de monitoramento da qualidade do ar pelo app Selva em Manaus e relatos de moradores sobre a presença de fumaça na cidade. Nesta quinta-feira, 17 de setembro, a cidade amanheceu tomada por fumaça em diferentes pontos.
Apuração: A apuração foi feita de forma remota, com entrevistas de fontes de diferentes regiões da cidade sobre a experiência de conviver com a fumaça e outros eventos climáticos extremos. Foram procurados os pesquisadores do Inpe e do SELVA/UEA.
Citações
“Estou dentro do quarto, com tudo trancado, e estou sentindo a fumaça. Um cheiro muito forte na casa toda, senti assim que acordei às 7h30 da manhã” - Haydê Machado, moradora do bairro Compensa

“Eu volto para casa de madrugada, tipo meia-noite, 1 hora da manhã, 2 horas, e já tenho percebido a fumaça aqui no Parque 10. Todo santo dia pela manhã, eu acordo já com a fumaça invadindo toda a área aqui” - Ravi Veiga, morador do bairro Parque 10

“Tem uma perspectiva de, por um lado, redução do volume médio dos rios em determinada época do ano, e por outro lado uma expectativa de crescimento do consumo de água de até 7% até o ano de 2040. Então, o estudo demonstra esse desequilíbrio entre o aumento da demanda e a redução da disponibilidade de água em determinadas épocas do ano” - Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil

https://amazoniareal.com.br/especiais/fumaca-impoe-experimento-natural-na-amazonia/


https://amazoniareal.com.br/populacao-de-manaus-sente-impactos-do-super-el-nino/

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/17/qualidade-do-ar-piora-em-manaus-e-chega-a-nivel-pessimo-na-manha-desta-quinta-feira-17.ghtml

https://www.gov.br/inpe/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/painel-el-nino-2026-2027-terceiro-boletim-sobre-o-monitoramento-do-fenomeno-no-brasil-e-publicado

https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/am/manaus.html

https://ampost.com.br/manaus/manaus-amanhece-com-cheiro-de-fumaca-e-qualidade-do-ar-moderada-nesta-terca-8/

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/01/manaus-marca-376oc-e-bate-recorde-de-temperatura-pelo-segundo-dia-consecutivo.ghtml

https://www.riosdenoticias.com.br/amazonas-lidera-ranking-de-focos-de-queimadas-nos-primeiros-dias-de-setembro-aponta-inpe/

Local de Cobertura
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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