Nicoly Ambrosio

Autor

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

24/09/2026 às 21:56

O governador e candidato Roberto Cidade (União Brasil) demorou a tomar providências diante da alta nas queimadas e a estiagem crescente no estado. O decreto que proibiu o uso do fogo só foi assinado em 9 de setembro, quando a qualidade do ar de Manaus já era classificada como péssima. A poluição na capital atingiu o nível pico de 324,1 µg/m³, tornando o ar da capital o pior do mundo devido à fumaça. Diante do agravamento da crise, Cidade pediu ajuda ao governo do presidente Lula para enviar equipes de bombeiros de outros estados. A gestão estadual também não concluiu o Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas dentro dos prazos estabelecidos.

23/09/2026 às 18:56

Enquanto Kinshasa, capital do Congo, na África Central, registrou uma média de pior qualidade do ar do mundo com índice de 172,6 µg/m³, na plataforma IQAir, Manaus atingiu um pico extremo de 324,1 µg/m³, segundo o Selva. Esse nível deixou o ar da capital amazonense 20 vezes acima do limite de segurança recomendado pela OMS para 24 horas (15 µg/m³). A origem da fumaça na capital amazonense vem de incêndios florestais e queimadas descontroladas da agropecuária. O Inpe contabilizou 3.240 focos de calor entre 1º e 23 de setembro de 2026 no estado. As autoridades ambientais estão inertes. Enquanto crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis à poluição de gases tóxicos, como o carbono.

17/09/2026 às 11:39

A fumaça alterou a rotina dos moradores em diversas zonas da cidade, gerando relatos de dores de cabeça, enjoo, cansaço e ressecamento das narinas. Essa exposição contínua é agravada por temperaturas que ultrapassam os 37°C, transformando o clima úmido da região em um calor seco sufocante. Os moradores também sofrem com a falta de água potável nas torneiras.

15/09/2026 às 19:50

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que autou uma empresa de transportes por infrações ambientais, que afetaram a coloração das águas do rio Urubu e da Cachoeira Natal, em Presidente Figueiredo (AM), mas não divulgou a identidade da autora da poluição sob o argumento de que “poderia comprometer a fiscalização”. No entanto, três fontes, que acompanharam a fiscalização, ouvidas pela Amazônia Real apontaram a Dantas Transportes e Instalações Ltda como a empresa responsável pelos danos ambientais. Segundo o Ipaam, “a empresa realizava intervenções de aterro e terraplanagem a cerca de oito quilômetros da cachoeira para a formação de uma praia artificial. Devido às irregularidades, o Ipaam embargou a obra da empresa de transportes e aplicou uma multa de mais de R$ 3 milhões, decorrente de três infrações: falta de licença ambiental, lançamento de resíduos no curso d’água e intervenção em Área de Preservação Permanente (APP)”.

08/09/2026 às 13:25

Com temperaturas próximas dos 38°C e sensações térmicas acima de 41°C, moradores da capital amazonense enfrentam apagões de energia elétrica, aumento da conta de luz e dificuldades para se refrescar. Calor extremo prolongado é mais grave em cidades com pouca arborização, transporte coletivo e pouco espaço para atividade ao ar livre.

27/08/2026 às 19:16

Elaborado coletivamente por mais de 40 povos originários, o documento reúne orientações para combater estereótipos e práticas excludentes na cobertura das etnias e propõe uma relação mais próxima entre redações, jornalistas e comunidades indígenas. A Abrinjor, responsável pela publicação, também articula a distribuição do manual pelo país e a criação de uma formação acadêmica em jornalismo indígena.

19/08/2026 às 16:22

Em Audiência Popular, povos indígenas e tradicionais, agricultores, pescadores, moradores das periferias, mulheres, juventudes e movimentos sociais cobram do poder público ações permanentes para enfrentar os impactos da crise climática e os graves efeitos do calor extremo e das queimadas associados ao Super El Niño na região amazônica. Em Manaus, a temperatura já ultrapassou os 36°C e aumentou em 153% os incêndios florestais em bairros e na região metropolitana da capital amazonense.

11/08/2026 às 20:18

Um novo painel da Unicef mapeou os riscos climáticos e socioambientais na infância e adolescência no Brasil. Na região amazônica, quase metade dos municípios apresenta alta vulnerabilidade devido à degradação ambiental combinada à carência de infraestrutura básica. Eventos extremos, como secas, impactam severamente a saúde, a educação e o modo de vida das comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

23/07/2026 às 08:00

Os cientistas alertam para uma probabilidade de 81% de um fenômeno climático de intensidade severa atingir a Amazônia no último trimestre de 2026 e no início de 2027. Eles preveem que o aquecimento do Oceano Pacífico causará calor extremo, redução das chuvas e um aumento crítico dos incêndios florestais, ameaçando a saúde e a subsistência de populações vulneráveis. Embora estados como Amazonas, Acre e Roraima já tenham iniciado planejamentos e decretado emergências, críticos apontam a falta de detalhes práticos e recursos para proteger comunidades indígenas e ribeirinhas.

17/07/2026 às 18:48

A Videolar-Innova, indústria do bilionário Lirio Parisotto, provocou uma emergência química de alto risco em Manaus devido ao vazamento do gás tóxico estireno em uma unidade situada na Zona Franca. O incidente gerou pânico generalizado e forçou o fechamento de 19 escolas e diversas indústrias vizinhas por risco de contaminação. As autoridades de saúde já contabilizaram 211 atendimentos médicos de moradores com sintomas como falta de ar, náuseas e desmaios. Como punição pela gravidade dos danos, a Prefeitura de Manaus aplicou duas multas por emissão de gás tóxico, poluição do solo e do corpo hídrico, totalizando R$ 9,9 milhões contra a petroquímica. O Ministério Público investiga agora as responsabilidades da empresa de Parisotto, cujo patrimônio pessoal é estimado em R$ 14,1 bilhões. Após a publicação desta reportagem, o Ipaam decidiu multar à indústria em R$ 12,5 milhões por poluição atmosférica.

16/07/2026 às 08:00

As violações contra indígenas no sistema criminal amazonense são profundas e ocorrem desde o processo judicial até o cumprimento da pena, incluindo: negação da identidade étnica; barreiras linguísticas; falta de assistência; condições degradantes em delegacias; violência física e sexual extrema; e apagamento cultural e espiritual. A Apib protocolou um habeas corpus coletivo no STF buscando garantir o regime de semiliberdade ou prisão domiciliar para indígenas condenados.

09/07/2026 às 17:34

O documentário de Dandara Ferreira reúne registros exclusivos para reconstruir um dos períodos mais dramáticos da história do país. Em Manaus, cidade marcada pelo colapso do oxigênio, a sessão foi seguida por um debate sobre memória e justiça.

16/06/2026 às 16:13

Internado na UTI desde domingo (14), em Sinop (MT), o líder indígena Kayapó apresentou melhora significativa, segundo a equipe médica. Esta é a terceira internação do indígena neste primeiro semestre. O diretor-técnico do hospital, Douglas Yanai, declarou que o quadro de saúde do guerreiro é estável.