Nicoly Ambrosio

Autor

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

17/10/2026 às 10:38

A fumaça dos incêndios florestais atinge limites de poluição perigoso e insalubre para a saúde humana. A cidade amanheceu sob uma densa névoa que elevou a poluição ao índice de 693 AQI+, superando níveis críticos internacionais como o de Singapura (222 AQI+). A concentração de material particulado (MP2.5) atingiu 592 µg/m³, o que equivale a cerca de 40 vezes o limite diário de segurança recomendado pela OMS. A Fiocruz recomenda que a população permaneça em casa com portas e janelas fechadas. A Polícia Federal, a Abin e o Ibama investigam indícios da ação “dia do fogo”, na qual criminosos se articulam via WhatsApp para incendiar a floresta. O Ministério do Meio Ambiente informou que suspeitos já foram identificados e que as prisões devem ocorrer em breve.

14/10/2026 às 15:02

As investigações foram intensificadas pela Polícia Federal e Abin para apurar suspeitas de que houve uma ação coordenada como um “o dia do fogo”. Em coletiva, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco disse que há “relatos de pessoas, inclusive, em veículos, caminhonetes, jogando garrafas com combustível nas florestas ao longo de estradas. Temos relatos de pessoas que, quando os bombeiros ou os brigadistas estão apagando o fogo, estão dizendo: ‘podem acabar de apagar e quando você for embora, nós vamos botar fogo de novo’. Então estamos vendo uma ação impressionante de uma ação deliberada”, afirmou.

09/10/2026 às 19:56

Na capital amazonense, a plataforma de monitoramento ambiental Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou índice de material particulado fino (PM2,5) de 350.9 µg/m³ ( microgramas por metro cúbico), em Manaus – mais de 23 vezes do limite da OMS para 24 horas permitido para a saúde humana. A cidade sofre com a fumaça de incêndios urbanos, queimadas do agronegócio e desmatamentos de florestas. No dia 24 de setembro, o Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, do o governo federal, informou que o Amazonas recebeu R$ 45 milhões, em maio, para equipar o corpo de bombeiros. Nesta sexta, o Ibama e o Corpo de Bombeiros rebaterem informações sobre a ajuda de brigadistas. No Pará, os incêndios na Reserva Riozinho do Anfrísio, em Altamira, destruíram casas, uma escola e lavouras de ribeirinhos. A crise nos dois estados expõe o avanço do fogo na Amazônia e a falta de socorro governamental às famílias afetadas.

04/10/2026 às 16:56

Na Terra Indígena Kwatá-Laranjal, localizada no município de Borba, no sul do Amazonas, mais de 2 mil eleitores enfrentaram falta de energia elétrica, mas as urnas eletrônicas funcionaram com baterias. O restabelecimento do serviço ocorreu às 14h17 (no horário de Manaus). Segundo o cacique Estélio Munduruku, duas urnas eletrônicas foram instaladas na Escola Estadual Indígena Ester Caldeira Cardoso, que fica na aldeia Kwatána, região do rio Canumã – curso d’água da bacia do rio Madeira.

02/10/2026 às 14:50

Enquanto o governo estadual elabora o plano de adaptação climática, comunidades indígenas e ribeirinhas criam estratégias independentes, e com os próprios recursos, para enfrentar a seca e calor agravados pelo ‘Super El Niño’. Eles também sentem os impactos dos crimes ambientais dos desmatamentos, das queimadas e da fumaça tóxica, no entorno de Manaus e na região sul do estado – área de influência da BR 319. O governo Lula enviará brigadistas e um helicóptero com helibalde (reservatório flexível) para combater o fogo, mas o governo de Roberto Cidade dispensou os combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad), segundo o Ministério do Meio Ambiente.

24/09/2026 às 21:56

O governador e candidato Roberto Cidade (União Brasil) demorou a tomar providências diante da alta nas queimadas e a estiagem crescente no estado. O decreto que proibiu o uso do fogo só foi assinado em 9 de setembro, quando a qualidade do ar de Manaus já era classificada como péssima. A poluição na capital atingiu o nível pico de 324,1 µg/m³, tornando o ar da capital o pior do mundo devido à fumaça. Diante do agravamento da crise, Cidade pediu ajuda ao governo do presidente Lula para enviar equipes de bombeiros de outros estados. A gestão estadual também não concluiu o Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas dentro dos prazos estabelecidos.

23/09/2026 às 18:56

Enquanto Kinshasa, capital do Congo, na África Central, registrou uma média de pior qualidade do ar do mundo com índice de 172,6 µg/m³, na plataforma IQAir, Manaus atingiu um pico extremo de 324,1 µg/m³, segundo o Selva. Esse nível deixou o ar da capital amazonense 20 vezes acima do limite de segurança recomendado pela OMS para 24 horas (15 µg/m³). A origem da fumaça na capital amazonense vem de incêndios florestais e queimadas descontroladas da agropecuária. O Inpe contabilizou 3.240 focos de calor entre 1º e 23 de setembro de 2026 no estado. As autoridades ambientais estão inertes. Enquanto crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis à poluição de gases tóxicos, como o carbono.

17/09/2026 às 11:39

A fumaça alterou a rotina dos moradores em diversas zonas da cidade, gerando relatos de dores de cabeça, enjoo, cansaço e ressecamento das narinas. Essa exposição contínua é agravada por temperaturas que ultrapassam os 37°C, transformando o clima úmido da região em um calor seco sufocante. Os moradores também sofrem com a falta de água potável nas torneiras.

15/09/2026 às 19:50

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que autou uma empresa de transportes por infrações ambientais, que afetaram a coloração das águas do rio Urubu e da Cachoeira Natal, em Presidente Figueiredo (AM), mas não divulgou a identidade da autora da poluição sob o argumento de que “poderia comprometer a fiscalização”. No entanto, três fontes, que acompanharam a fiscalização, ouvidas pela Amazônia Real apontaram a Dantas Transportes e Instalações Ltda como a empresa responsável pelos danos ambientais. Segundo o Ipaam, “a empresa realizava intervenções de aterro e terraplanagem a cerca de oito quilômetros da cachoeira para a formação de uma praia artificial. Devido às irregularidades, o Ipaam embargou a obra da empresa de transportes e aplicou uma multa de mais de R$ 3 milhões, decorrente de três infrações: falta de licença ambiental, lançamento de resíduos no curso d’água e intervenção em Área de Preservação Permanente (APP)”.

08/09/2026 às 13:25

Com temperaturas próximas dos 38°C e sensações térmicas acima de 41°C, moradores da capital amazonense enfrentam apagões de energia elétrica, aumento da conta de luz e dificuldades para se refrescar. Calor extremo prolongado é mais grave em cidades com pouca arborização, transporte coletivo e pouco espaço para atividade ao ar livre.

27/08/2026 às 19:16

Elaborado coletivamente por mais de 40 povos originários, o documento reúne orientações para combater estereótipos e práticas excludentes na cobertura das etnias e propõe uma relação mais próxima entre redações, jornalistas e comunidades indígenas. A Abrinjor, responsável pela publicação, também articula a distribuição do manual pelo país e a criação de uma formação acadêmica em jornalismo indígena.

19/08/2026 às 16:22

Em Audiência Popular, povos indígenas e tradicionais, agricultores, pescadores, moradores das periferias, mulheres, juventudes e movimentos sociais cobram do poder público ações permanentes para enfrentar os impactos da crise climática e os graves efeitos do calor extremo e das queimadas associados ao Super El Niño na região amazônica. Em Manaus, a temperatura já ultrapassou os 36°C e aumentou em 153% os incêndios florestais em bairros e na região metropolitana da capital amazonense.

11/08/2026 às 20:18

Um novo painel da Unicef mapeou os riscos climáticos e socioambientais na infância e adolescência no Brasil. Na região amazônica, quase metade dos municípios apresenta alta vulnerabilidade devido à degradação ambiental combinada à carência de infraestrutura básica. Eventos extremos, como secas, impactam severamente a saúde, a educação e o modo de vida das comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

23/07/2026 às 08:00

Os cientistas alertam para uma probabilidade de 81% de um fenômeno climático de intensidade severa atingir a Amazônia no último trimestre de 2026 e no início de 2027. Eles preveem que o aquecimento do Oceano Pacífico causará calor extremo, redução das chuvas e um aumento crítico dos incêndios florestais, ameaçando a saúde e a subsistência de populações vulneráveis. Embora estados como Amazonas, Acre e Roraima já tenham iniciado planejamentos e decretado emergências, críticos apontam a falta de detalhes práticos e recursos para proteger comunidades indígenas e ribeirinhas.