Índice de Democracia Ambiental (IDA) 2026 aponta que proteção de defensores ambientais e de direitos humanos é a dimensão mais crítica nos nove Estados da Amazônia Legal; apenas três Estados contam com programas específicos.
Índice de Democracia Ambiental (IDA) 2026 aponta que proteção de defensores ambientais e de direitos humanos é a dimensão mais crítica nos nove Estados da Amazônia Legal; apenas três Estados contam com programas específicos.
No início de junho, a Justiça Federal tornou réus 13 pessoas envolvidas no Filão do Abacaxis, acatando ação penal do MPF. O garimpo na Flona Urupadi, no Amazonas, deixou rastro de degradação ambiental e violações de direitos humanos.
Internado na UTI desde domingo (14), em Sinop (MT), o líder indígena Kayapó apresentou melhora significativa, segundo a equipe médica. Esta é a terceira internação do indígena neste primeiro semestre. O diretor-técnico do hospital, Douglas Yanai, declarou que o quadro de saúde do guerreiro é estável.
Série histórica analisada pelo Atlas da Violência 2026 revela crescimento de exploração sexual, estupros e feminicídios contra mulheres e meninas indígenas no Brasil, enquanto lideranças da Amazônia Legal denunciam a relação entre crimes de gênero, invasão de territórios, falta de investigações dos casos e ausência do poder público.
Após cinco dias de julgamento, a Justiça do Amazonas condenou Gil Romero Machado Batista a uma pena de prisão de 63 anos e José Nílson Azevedo da Silva a 17 pelo feminicídio de Débora da Silva Alves, de 18 anos e que estava a um mês de dar à luz a Arthur
O estado, conforme dados do Ipea e FBSP, se destaca na Região Norte com 73 homicídios contra os povos originários no ano de 2024. Os crimes são motivados, na maior parte dos casos, pelo avanço do crime organizado e sua expansão para o interior da Amazônia. Facções criminosas, entre elas, o PCC, passaram a disputar territórios tradicionais para controlar economias ilegais, como o garimpo e crimes ambientais. Essa realidade é agravada por conflitos fundiários históricos e pela intensa pressão territorial sobre as terras protegidas.
A decisão da Corte mantém válida a redução de parte do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, e, segundo lideranças indígenas e organizações socioambientais ouvidas pela Amazônia Real, fortalece o avanço da Ferrogrão sobre territórios protegidos do rio Tapajós
Para a população da Comunidade Quilombola Forte Príncipe da Beira, em Rondônia, que resistiu ao abandono da Coroa Portuguesa e à pressão do Exército Brasileiro, uma reserva ambiental, criada pelo governo estadual em 2018, representa um obstáculo crítico no caminho para a titulação definitiva, esperada para ser decretada pelo governo Lula ainda neste ano de 2026.
Lideranças indígenas denunciam disseminação de fake news, uso político da identidade indígena e ofensiva articulada por políticos contra a demarcação de territórios em Barcelos, interior do Amazonas.
Em uma área da região Amacro, pequenos agricultores continuam sendo alvos de violência em meio a conflitos de campo. No último final de semana, Josias Albuquerque, que já havia sido baleado por pistoleiros em 2018, na mesma região, não sobreviveu. Foi vítima de emboscada, na qual mais duas pessoas foram mortas. Os executores foram presos e confessaram os nomes dos mandantes. Os mandantes seguem livres.
Com a autorização de obras e a abertura de licitação para a pavimentação do “Trecho do Meio” da BR-319 (Manaus-Porto Velho) pelo governo federal, a reconstrução da rodovia segue sem licença ambiental, segundo lideranças indígenas e entidades socioambientais, que denunciam a ausência de consulta prévia e alertam para riscos de impactos climáticos e ameaças aos territórios tradicionais entre Amazonas e Rondônia.
Em sua 22ª edição, o Acampamento Terra Livre articula resistência contra a exploração mineral nos territórios indígenas e impulsiona a estratégia de ampliar a presença originária na política brasileira
Segundo as lideranças, trens de minério sem licença circulam em trecho da Estrada de Ferro Carajás na TI Mãe Maria. Em denúncia ao MPF, eles afirmam que não foram consultados pela empresa e também relatam aumento de impacto ambiental, contaminação e aumento de doenças graves. Um laudo do Ibama indica degradação da qualidade da água e presença de metais pesados em peixes.
Desde a morte do indígena, considerado último de seu povo, a TI Tanaru, localizada em Rondônia, ficou sem destinação, sendo pressionada por fazendeiros, garimpeiros e madeireiros. O ‘Índio do Buraco’, após seu povo sofrer genocício, negou contato durante 26 anos. Ele ficou conhecido por morar em buracos que cavava em vários pontos do território Tanaru.
Cerca de 120 manifestantes dos povos Juruna, Xikrin, Xipaya, Arara, Kayapó, Parakanã e Kuruaya mantêm ocupação desde 23 de fevereiro para contestar a retomada do projeto de mineração de ouro da Belo Sun na Volta Grande do Xingu, após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que restabeleceu a licença de instalação do empreendimento