Com avanço dos incêndios, Amazonas pede socorro a Lula 

O governador e candidato Roberto Cidade (União Brasil) demorou a tomar providências diante da alta nas queimadas e a estiagem crescente no estado. O decreto que proibiu o uso do fogo só foi assinado em 9 de setembro, quando a qualidade do ar de Manaus já era classificada como péssima. A poluição na capital atingiu o nível pico de 324,1 µg/m³, tornando o ar da capital o pior do mundo devido à fumaça. Diante do agravamento da crise, Cidade pediu ajuda ao governo do presidente Lula para enviar equipes de bombeiros de outros estados. A gestão estadual também não concluiu o Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas dentro dos prazos estabelecidos.

Amanhecer encoberto por fumaça na manhã desta quinta-feira (24), no bairro Centro, em Manaus (Foto: Michel Amazonas/Cedida).
Amazonia Real Publicado em: 24/09/2026 às 21:56
Por da Amazônia Real
Metodologia
A reportagem acompanha ocorrências em diferentes municípios e os impactos sobre comunidades, áreas de mata e produção rural de povos indígenas e ribeirinhos. Também investiga as medidas adotadas pelo poder público e o cumprimento do decreto estadual que restringe o uso do fogo, anunciado no dia 9 de setembro pelo governador Roberto Cidade. A apuração foi realizada de forma remota, com entrevista com a agente fiscal do Parque das Tribos, Eliza Sateré Mawé, sobre o incêndio na área, além de levantamento de ocorrências de incêndios em outros municípios do Amazonas. Foram analisados dados de focos de incêndio do Inpe. O Governo do Amazonas foi procurado sobre o decreto que restringe o uso do fogo; o Corpo de Bombeiros, sobre o atendimento ao incêndio no Parque das Tribos; e o Palácio do Planalto, sobre o pedido de apoio federal feito pelo governo estadual.
Citações e referências:
Citações
“É uma questão de Estado, não é o governador Roberto Cidade ou vice Serafim [Corrêa]. A gente tem que estar fazendo o nosso papel”, declarou o governador do Amazonas ao jornal A Crítica sobre o pedido de ajuda ao governo Lula,

“É revoltante porque a gente liga para os órgãos que deveriam solucionar os problemas, e o que acontece? Eles nos informam que não tem carro suficiente, que não tem água suficiente, que não tem brigadista, que não tem pessoas preparadas para isso” - Eliza Sateré-Mawé

https://www.instagram.com/p/DdoQ9-mFsmw/?stkn=MXR1OGV2b216aGYwbw==

https://www.instagram.com/p/DdpPLD-H1Ka/?stkn=NzhpaWxneDBueGRt

https://www.paineldoclima.am.gov.br/wp-content/uploads/2026/09/Decreto-proibitivo-do-uso-do-fogo-2026.pdf

https://amazoniareal.com.br/aumento-de-queimadas/

https://www.acritica.com/manaus/incendios-atingem-areas-de-mata-em-manaus-e-iranduba-nesta-quarta-feira-1.415822

https://www.instagram.com/reel/DdpAIV5huXZ/?stkn=bjB4bDlreHVxZmlx

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/24/fogo-avanca-por-mais-de-200-hectares-de-floresta-e-assusta-moradores-de-comunidades-no-amazonas.ghtml

https://portalamazonia.com/meio-ambiente/fundo-amazonia-vai-disponibilizar-r-405-milhoes-para-combate-a-incendios-florestais/

https://bncamazonas.com.br/municipios/fundo-amazonia-destina-r-405-milhoes-para-bombeiros-na-regiao/

https://www.riosdenoticias.com.br/decreto-do-fogo-restringe-queimadas-no-amazonas-durante-periodo-de-estiagem-severa/

https://amazoniareal.com.br/comunidades-exigem-adaptacao-climatica-no-amazonas/
Local de Cobertura
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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