“A COP pode ser o anúncio de novas violências para a Amazônia”

O geógrafo e professor paraense Bruno Malheiro, 41, alerta que a COP30 em Belém pode representar “o anúncio de novas violências para a Amazônia”. Malheiro é coordenador do Laboratório de Estudos em Território, Interculturalidade e R-Existência na Amazônia (LaTierra). Tem experiência de pesquisa nos seguintes temas: Geografia da Amazônia; Geohistória da Amazônia; Conflitos territoriais na Amazônia; Geografia dos Grandes Projetos de desenvolvimento; Discurso e produção do espaço; Questão agrária na Amazônia; Educação do campo; e Geografia e Pensamento decolonial. É autor de vários artigos em revistas especializadas, um dos autores do livro "Horizontes Amazônicos: para repensar o Brasil e o mundo", e autor de "Geografias do Bolsonarismo: entre a expansão das commodities, do negacionismo e da fé evangélica no Brasil". Malheiro afirma que o discurso da “transição verde” transforma a crise climática em negócio e ameaça povos, florestas e modos de existência.

O geógrafo e professor paraense Bruno Malheiro (Foto: Sue Anne/ ADUA).
Amazonia Real Publicado em: 14/11/2025 às 08:00
Por da Amazônia Real
Metodologia
Atualmente um dos maiores especialistas na Amazônia no tema territórios e mineração, o geógrafo Bruno Malheiro pesquisa como as trilhas do desenvolvimento por meio de grandes projetos minerais na Amazônia, para além dos discursos que as colocam num caminho de acertos, transformaram vidas humanas em objeto, mundos de vida em perigo e risco, transformando povos e comunidades tradicionais em entraves políticos e epistêmicos. A entrevista surge logo após o pesquisador escrever um longo artigo para a revista LE MONDE DIPLOMATIQUE, abordando a COP30.
Citações

FRASE:


“Estamos diante de um novo projeto de territorialização capitalista. Agora, o mercado avança sobre o ar, as florestas, os conhecimentos tradicionais e até os modos de vida” - Bruno Malheiros


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LINKS:


https://diplomatique.org.br/a-amazonia-em-tempos-de-cop/

Ismael
Ismael Machado

Ismael Machado é jornalista, roteirista e cineasta. Já trabalhou como correspondente dos jornais ‘O Globo’ e ‘Jornal do Brasil’ na região Norte e como colaborador da Folha de São Paulo. Foi repórter especial do jornal Diário do Pará. É autor dos livros ‘Golpe, Contragolpes e Guerrilhas: O Pará e a ditadura militar’ (2014), vencedor do Prêmio IAP de Literatura 2013, na categoria Livro-Reportagem e a biografia ‘Paulo Fonteles-Sem Ponto Final’. Já obteve doze prêmios em jornalismo, inclusive duas vezes os prêmios Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em Jornalismo. Fez roteiro e direção do curta Amador, Zélia, vencedor do Edital Lei Aldir Blanc 2021. Fez roteiro, produção executiva e direção do documentário ‘Na Fronteira do Fim do Mundo’, pela produtora Floresta Urbana (PA), 2021 (Seleção oficial ‘Montreal Independent Film Festival’ 2022). Roteirista e diretor do longa de ficção ‘Flashdance TF’, selecionado no edital Novos Realizadores 2022. Autor de oito livros publicados.

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