A luta dos Tembé contra invasores, queimadas e Covid-19

No Pará, a Terra Indígena Alto Rio Guamá sofreu com incêndios florestais e viu o desmatamento crescer em meio à pandemia. Na imagem, está o cacique Reginaldo Tembé (Foto de Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real) Belém (PA) – O Pará é […]

O cacique da aldeia Cajueiro, Reginaldo Tembé, tem estado na linha de frente do combate ao fogo que quase consumiu sua aldeia. (Foto: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real) 26/09/20220
Amazonia Real Publicado em: 19/04/2021 às 11:12
Por e da Amazônia Real
Metodologia
Esta reportagem foi realizada entre os dias 26 e 28 de setembro de 2020 depois que o cacique Reginaldo Tembé convidou a agência Amazônia Real para documentar a destruição pelas queimadas consumiram das árvores centenárias da Terra Indígena Alto Rio Guamá (Tiarg), na divisa do Pará com o Maranhão. As lideranças do povo Tembé Tenetehara estavam assustados com a devastação do território. Além do fogo, que matou vários animais, os indígenas estavam combatendo o novo coronavírus e a invasão de madeireiros, fazendeiros e grileiros. A viagem ao território foi realizada obedecendo o protocolo de prevenção da Covid-19 da OMS, adotado pela agência Amazônia Real, o distanciamento nas entrevistas e a utilização do drone para fazer as imagens das queimadas e da aldeia. O repórter utilizou máscaras e álcool em gel durante o trabalho e realizou testes para o novo coronavírus antes e após o trabalho.

 
Citações
“A gente nunca tinha visto uma queimada como essa, isso assustou muito a gente, ainda mais agora com esse vírus solto por aí”, disse o cacique Reginaldo Tembé, da aldeia Cajueiro.

 

Esta reportagem tem link com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

https://queimadas.dgi.inpe.br/queimadas/portal-static/estatisticas_estados/
Local de Cobertura
Cícero Pedrosa
Cícero Pedrosa Neto

Cícero Pedrosa Neto é repórter multimídia e colaborador da agência Amazônia Real desde 2018, atuando em temas relacionados ao meio-ambiente, impactos sociambientais da mineração, populações quilombolas, populações indígenas e conflitos agrários. Em 2019 foi um dos jornalistas premiados com o 41º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humano na categoria multimídia com a série “Sem Direitos: o rosto da exclusão social no Brasil”, um trabalho colaborativo entre mídias digitais independentes: #Colabora, Ponte Jornalismo e Amazônia Real. Foi bolsista do Rainforest Journalism Fund | Pulitzer Center em 2020. É fotógrafo, documentarista, roteirista, podcaster e mestre em sociologia e antropologia pela Universidade Federal do Pará. ([email protected])

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