As transações de terras estão ocorrendo em ritmo acelerado em Apuí (e com preços crescentes), mesmo em posses fundiárias com embargos emitidos por órgãos ambientais federais ou estaduais, ou naquelas sem registro ou título de propriedade oficial.
As transações de terras estão ocorrendo em ritmo acelerado em Apuí (e com preços crescentes), mesmo em posses fundiárias com embargos emitidos por órgãos ambientais federais ou estaduais, ou naquelas sem registro ou título de propriedade oficial.
A expansão da fronteira da pecuária acelera um novo ciclo de ocupação por atores mais capitalizados (novos migrantes), o que leva ao aumento dos preços da terra e à migração dos pequenos atores que vendem suas terras para novas fronteiras de desmatamento, onde a terra ainda está disponível a baixo custo.
Estudo traz avaliação única e atualizada do contexto atual do desmatamento em um ponto crítico de desmatamento na Amazônia brasileira, fornecendo uma abordagem inédita para explicar os efeitos das políticas e das flutuações de preços sobre o desmatamento a partir da perspectiva dos próprios agentes desmatadores.
O desmatamento na Amazônia convive com flutuações de quedas e crescimentos. Em texto desta série, autores analisam as causas das flutuações na dinâmica do desmatamento na Amazônia ao longo da história.
Um nova série, especialistas abordam os diferentes processos e causas do desmatamento na Amazônia. Além da fronteira agrícola, rodovias, barragens, eles também apontam o alto investimento e subsídios governamentais para a expansão da pecuária na região. A nova série concentra-se, sobretudo, no avanço do desmatamento no sul do Amazonas.
A conservação do Cerrado exige o pleno reconhecimento de sua extraordinária biodiversidade, complexidade ecológica, valor sociocultural e papel fundamental na regulação do clima brasileiro.
Os povos indígenas habitam o Cerrado há milênios e são parte intrínseca de seu ecossistema. A presença dos povos indígenas hoje não é uma força externa que altera a paisagem, mas sim um componente fundamental de seu equilíbrio. Leia mais no artigo.
A delimitação atual das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) ao longo de cursos d’água apresenta uma profunda incongruência ecológica quando aplicada aos ecossistemas do Cerrado, especialmente os florestados, uma vez que pequenos cursos d’água não são associados a florestas menores. Embora florestas em pé possam ser protegidas, esse problema fica particularmente mascarado quando os ecossistemas já estão degradados e desmatados, alertam pesquisadores.
A proteção do Cerrado é uma prioridade que transcende a agenda ambiental, envolvendo segurança hídrica, justiça social, soberania alimentar e um compromisso com as gerações futuras. Para autores deste artigo, expandir as Unidades de Conservação, fortalecer a Rede de Substâncias Naturais e Culturais, respeitar os territórios tradicionais e reconhecer o valor intrínseco do Cerrado são passos vitais e urgentes que não podem ser adiados.
Autores alertam em novo artigo da série sobre o Cerrado que restaurações mal planejadas, utilizando espécies não encontradas naturalmente nesses ecossistemas, podem ter as mesmas consequências nocivas que o reflorestamento. Eles dizem que é mais eficaz e economicamente viável conservar o que já funciona do que tentar reconstruir o que foi perdido. Leia o texto na íntegra.
Em novo artigo da série, autores afirmam que a reprodução e a dispersão das plantas do Cerrado estão profundamente enraizadas nas interações com a fauna. A ruptura dessas ligações ecológicas, impulsionada pela perda de polinizadores e dispersores, compromete a regeneração vegetal e ameaça a persistência das próprias espécies animais, revelando um ciclo de interdependência que sustenta a biodiversidade do Cerrado.
Reservatórios subterrâneos são essenciais não apenas para sustentar ecossistemas de zonas úmidas como as veredas, mas também para manter o fluxo dos rios durante a estação seca em todo o Cerrado. Mas a extração excessiva de água para irrigação causou declínios significativos nos níveis dos lençóis freáticos, e o uso generalizado de agrotóxicos aumentou os riscos de contaminação. Saiba mais neste artigo.
Em novo texto série, pesquisadores afirmam que a percepção afirma que a percepção do Cerrado como um bioma de savana homogêneo, naturalmente resistente ao fogo, é uma das distorções mais graves causadas por essa simplificação perniciosa. Eles dizem que essa visão reducionista ignora a complexidade ecológica do Ecodomínio e torna invisível sua diversidade interna.
O Cerrado perdeu aproximadamente 380.000 km² de vegetação nativa, o equivalente a 19% de sua cobertura original nesse período. A devastação concentrou-se especialmente na região do MATOPIBA, a principal área de expansão da fronteira agrícola nacional nos últimos anos. Artigo da série sobre o Cerrado detalha sobre essa situação.
Em nova série de artigos, pesquisadores analisam os principais vetores de pressão sobre a área do Cerrado, entre eles o avanço da fronteira agrícola, o uso predatório do fogo, a crise hídrica e as ameaças aos povos indígenas,