Indígenas Hupd’äh querem investigação sobre tiroteio na fronteira

Lideranças indígenas e Funai vão pedir investigação sobre a circunstância de um suposto confronto entre militares do Exército e traficantes em território indígena do Alto Rio Negro (AM), no dia 8 de janeiro deste ano. Durante o episódio, um indígena morreu e outro ficou gravemente ferido enquanto pescavam em sua comunidade. Ambos são do povo Hupd'äh, considerado de recente contato. Indígenas da etnia cobram respostas e explicações sobre quem fez efetuou os tiros enquanto os Hupd'äh pescavam.

Vista aérea do 1º Pelotão de Fronteira, em Iauaretê, na região do Alto Rio Negro (Foto: Ministério da Defesa).
Amazonia Real Publicado em: 21/01/2026 às 09:07
Por da Amazônia Real
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“A gente visitou esse local que teve esse confronto que os militares disseram que aconteceu. No nosso entendimento, os soldados pensaram que os parentes Hupd'äh eram traficantes que estavam com seus botes na beira do rio. Mas eles estavam pescando piaba com mosquiteiro. Os Hupd'äh estavam bem na beira. Foi mirado [os tiros] para eles, estavam bem próximos. Se fosse para a direção dos traficantes, teriam atirado no meio do rio”.


 

Liderança indígena.

Elaíze
Elaíze Farias

Cofundadora da Agência Amazônia Real e editora de conteúdo. É referência em reportagens sobre povos originários, populações tradicionais, denúncias de violações de direitos territoriais e direitos humanos, crise climática, violências socioambientais e impactos de grandes empreendimentos na natureza e nas populações amazônicas. Entre as premiações recebidas, está o Prêmio Imprensa Embratel de 2013. Em 2021, foi homenageada no 16º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), junto com Kátia Brasil, também fundadora da Amazônia Real. Em 2022, recebeu o Prêmio Especial Vladimir Herzog. É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

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