Lute como Watatakalu Yawalapiti

Na fotografia está Watatakalu Yawalapiti, filha da Yamoni, durante o Kuarup de sua mãe Mehinako (Foto de  Sitah/Amazônia Real/2022) São Paulo (SP) – Os povos indígenas do Território Indígena do Xingu (TIX), no Mato Grosso, estavam reunidos no centro da […]

Watatakalu Yawalapiti, filha da Yamoni, uma das dona da festa, durante o Kuarup Mehinako(Foto de Sitah/Amazônia Real)
Amazonia Real Publicado em: 26/09/2022 às 11:56
Por da Amazônia Real
Citações
“Falei que aquele não era o momento, que era o nosso ritual e que eu gostaria que eles respeitassem isso e pedi para entregar o cartaz. E responderam que não, que me dariam depois”.
“Foi realmente uma provocação à nossa família porque minha mãe morreu de Covid e ela lutou e brigou muito para tomar a segunda dose da vacina e só conseguiu depois de ter passado o prazo dos dias da primeira vacina. Ela brigou contra esse governo”.
“Foi um ato completamente isolado e que não nos representa. O público do presidente acredita que realmente os povos indígenas fizeram aquela manifestação. Imagina aquele monte de gente fazendo um círculo para apoiar o Bolsonaro? Nunca. Isso não existe”.

Links
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/09/03/indiociata-video-desmente-apoio-a-bolsonaro-no-xingu.htm

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2022/09/video-de-indigenas-com-faixa-pro-bolsonaro-e-de-ritual-funebre-no-xingu.shtml
Local de Cobertura
Metodologia
Em agosto de 2022, a repórter Maria Fernanda Ribeiro participou do Kuarup, ritual fúnebre dos mortos ilustres que vivem no Alto Xingu e realizado para levar alegria às famílias enlutadas. Após a repercussão do episódio em que um cartaz com imagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) foi exibido no centro da aldeia Mehinako, no Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso, ela entrevistou a liderança Watatakalu Yawalapiti, que conta em detalhes o que aconteceu durante esse episódio.
Maria Fernanda
Maria Fernanda Ribeiro

Maria Fernanda Ribeiro é jornalista multimídia com foco nos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Documento e compartilho histórias em reportagens, crônicas e vídeos. Viajei dois anos pela floresta amazônica munida apenas da minha mochila, uma câmera e um gravador para conhecer quem são as pessoas que habitam a floresta. Rodei por oito estados (só faltou o Tocantins entre os que compõe a Amazônia Legal), de barco, de carro e de avião. Isso foi entre 2016 e 2018 e, de lá para cá, reportar as vidas, os conflitos e os movimentos que permeiam as histórias dessas pessoas é o meu caminhar como jornalista. ([email protected])

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