Homicídios de indígenas dobram no Amazonas, diz Atlas 2026

O estado, conforme dados do Ipea e FBSP, se destaca na Região Norte com 73 homicídios contra os povos originários no ano de 2024. Os crimes são motivados, na maior parte dos casos, pelo avanço do crime organizado e sua expansão para o interior da Amazônia. Facções criminosas, entre elas, o PCC, passaram a disputar territórios tradicionais para controlar economias ilegais, como o garimpo e crimes ambientais. Essa realidade é agravada por conflitos fundiários históricos e pela intensa pressão territorial sobre as terras protegidas.

Muro de escola municipal abandonada na TI Umariaçu I, em Tabatinga com pichações de facção criminosa (Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real).
Amazonia Real Publicado em: 26/05/2026 às 19:55
Por da Amazônia Real
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“Esses estados concentram padrões crônicos de violência contra indígenas, cada um com uma dinâmica específica. Garimpo em Roraima e escalada recente da violência no Amazonas. A interdisciplinaridade exige respostas também diferenciadas”, destacou o antropólogo Frederico Augusto Barbosa da Silva, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo do Ipea e FBSP.


LINKS


 


https://amazoniareal.com.br/garimpeiros-ligados-ao-pcc-atacam-aldeia-yanomami/


 


https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2026/05/atlas-violencia-2026-relatorio-completo.pdf



 

https://www.gov.br/povosindigenas/pt-br/assuntos/noticias/2026/05/mpi-mjsp-e-funai-assinam-acordo-para-enfrentamento-do-crime-organizado-que-impacta-territorios-indigenas


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Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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