A reportagem é uma entrevista exclusiva, feita a partir da repercussão da fala da liderança indígena Auricélia Arapiuns, durante a Assembleia dos Povos da Terra pela Amazônia e Diálogos da Amazônia, eventos realizada em 7 de agosto, em Belém do Pará. No vídeo, ela denuncia o descaso com o seu povo. A reportagem buscou ouví-la para entender quais eram os seus desafios que o seu povo enfrenta. Bem como, ouvir as instituições envolvidas, como a atual gestão do governo do Estado do Pará, Helder Barbalho.
Por que Auricélia Arapiuns peitou Helder Barbalho?
À frente de diversas organizações indígenas nacionais, a estudante de Direito viralizou nas redes sociais ao declarar que o governador do Pará “está com as mãos sujas de sangue” durante a Assembleia dos Povos da Terra pela Amazônia, realizada este […]
Metodologia
Citações
"Já vendo sendo ameaçada desde 2018 por defender o direito a consulta pública aos povos indígenas e após a CITA entrar com uma ação pública, que suspendeu o plano de manejo madeireiro na Resex [Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns]. [Após a fala nos eventos em Belém] Recebi mensagens para eu redobrar os cuidados com a segurança. A gente se expõe para poder dar voz ao povo e isso tem consequências. Recebi mensagens de gente dizendo que eu tinha coragem, mas que eu precisava tomar muito cuidado. Minha fala foi divulgada em vários site, blogs de bolsonaristas, inclusive de políticos, que usam a minha fala a favor deles. Estou bem preocupada com isso, mas não registrei ainda o Boletim de Ocorrência", afirma Auricélia Arapiuns.
Links:
https://amazoniareal.com.br/as-decepcoes-da-cupula-da-amazonia-em-belem/
https://amazoniareal.com.br/uso-da-resex-tapajos-arapiuns-e-judicializado/
https://amazoniareal.com.br/icmbio-quer-plano-de-manejo-madeireiro-em-reserva-extrativista-do-para/
https://www.facebook.com/CONSELHOINDIGENADOBAIXOTAPAJOS/
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Uma matéria jornalística de alta densidade, mostra os meandros da problemática indigena contemporânea sempre desvantajosa para os agora chamados povos originários depois de tanta falta de critérios humanísticos e mesmo etinicamente favoráveis ao empobrecimento indigena e o enriquecimento dos oligarquistas e herdeiros.
O estado brasileiro vergonhosamente sempre foi contra os povos variados donos de recursos que nasceram e cresceram sob cuidado e carinho dos povos primordiais… Tomar o patrimônio ecológico multidenominado e essencial também faz parte do modo de vida dos elitistas paraenses que envergonham as cabanagens, os eldorado do Carajas e os jogados foras da ponte em Maraba…
Torço por soluções solidárias que as partes vem desenvolvendo, a partir de um consenso pacifista governamentais principalmente do governador Helder e do presidente Lula, bem como as lideranças políticas indígenas.
Nós somos de uma mesma humanidade, as rivalidades e as discórdias é que nos antagonizou por lutas de posses privadas.
A cada paraense àquilo que ao mesmo pertence, simples assim.
E a chance à Paz como DNA da vida serena sempre.