Pará

As investigações foram intensificadas pela Polícia Federal e Abin para apurar suspeitas de que houve uma ação coordenada como um “o dia do fogo”. Em coletiva, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco disse que há “relatos de pessoas, inclusive, em veículos, caminhonetes, jogando garrafas com combustível nas florestas ao longo de estradas. Temos relatos de pessoas que, quando os bombeiros ou os brigadistas estão apagando o fogo, estão dizendo: ‘podem acabar de apagar e quando você for embora, nós vamos botar fogo de novo’. Então estamos vendo uma ação impressionante de uma ação deliberada”, afirmou.

14/10/2026 15:02

A decisão fixou prazo de dez dias para que os réus esclareçam seus planos e para apurar eventual omissão ou recusa de ajuda. O processo ocorre em meio à desinformação divulgada pelo comandante dos Bombeiros do Amazonas, que acusou o governo Lula de negar apoio. Órgãos federais desmentiram a declaração e revelaram que o próprio governo estadual dispensou o auxílio federal oferecido. Em sobrevoo na região, ministros constataram que os incêndios são criminosos e têm origem direta em áreas preservadas da floresta.

13/10/2026 19:47

Na capital amazonense, a plataforma de monitoramento ambiental Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou índice de material particulado fino (PM2,5) de 350.9 µg/m³ ( microgramas por metro cúbico), em Manaus – mais de 23 vezes do limite da OMS para 24 horas permitido para a saúde humana. A cidade sofre com a fumaça de incêndios urbanos, queimadas do agronegócio e desmatamentos de florestas. No dia 24 de setembro, o Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, do o governo federal, informou que o Amazonas recebeu R$ 45 milhões, em maio, para equipar o corpo de bombeiros. Nesta sexta, o Ibama e o Corpo de Bombeiros rebaterem informações sobre a ajuda de brigadistas. No Pará, os incêndios na Reserva Riozinho do Anfrísio, em Altamira, destruíram casas, uma escola e lavouras de ribeirinhos. A crise nos dois estados expõe o avanço do fogo na Amazônia e a falta de socorro governamental às famílias afetadas.

09/10/2026 19:56

Por trás de uma das manifestações mais conhecidas da Amazônia, os indígenas reivindicam o território de onde vêm os conhecimentos que mantêm a celebração de 300 anos viva. Há 23 anos, eles esperam pela demarcação da Terra Indígena Borari de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará. O processo de regularização fundiária está parado na Funai desde o ano de 2009. A festa do Sairé depende diretamente dos recursos naturais, do alimento e dos espaços sagrados desse solo tradicional para existir.

01/10/2026 15:51