Exército tenta minimizar morte do “animalzinho” Juma e sua participação no evento da tocha

| 22/06/2016 às 01:01

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Comentários

  1. Mara Bittencourt Dias disse:

    Lamentável a atitude do exercito em expor um animal sabidamente feroz, mesmo que considerável “amigável” em um evento desse porte.
    Faz chorar ver o animal acorrentado, servindo de “enfeite” e composição de cenário para a passagem da tocha.
    Se o lugar é responsável por recolher animais que estejam machucados ou em condições que necessitem de afastamento temporário de seu habitat para trata-los, creio que deveriam ser novamente encaminhados a seu habitat após tratamento.
    Mais um ponto negativo para o Brasil e para o Exército, que deveriam ser os primeiros a preservar os animais e o meio ambiente.

    • Mariana disse:

      Mara, nem sempre os animais resgatados do tráfico podem ser soltos na natureza, mesmo após tratamento. É comum que os bichos fiquem aleijados, seja fisicamente ou mentalmente. É complicado soltar bichos que ficaram demasiadamente acostumados com seres humanos, especialmente bichos que foram criados desde filhotes “na mamadeira”. Sem um programa de resselvajamento extensivo, que ensine o animal a obter alimento e a evitar humanos, soltar o bicho pode significar a morte dele. E nem sempre é possível fazer um programa desses.

      Soltar os bichos simplesmente pode colocar em risco, também, não só o bicho que está sendo solto, mas todos os bichos da sua espécie. Animais de tráfico passam por situações estressantes em contato com muitos outros bichos, e é comum que adquiram doenças. Mesmo após tratados, algumas dessas doenças nunca são completamente debeladas. No caso de grandes felinos, por exemplo, é comum entrarem em contato com o vírus da Imunodeficiência Felina (comum em gatos domésticos). Soltar um bicho desses na natureza seria um crime, pois ele poderia contaminar (e matar) toda uma população de uma espécie que já é rara.

      O erro não é manter em cativeiro um animal que foi resgatado do tráfico. Existem vários motivos que podem ter tornado essa na melhor e mais humana decisão.

      O erro foi EXPOR Juma como se ele fosse um troféu no meio de repórteres e do oba-oba da passagem da tocha, estressando o bicho e terminando por matá-lo, quando ele reagiu de uma forma perfeitamente coerente à muvuca toda: fugiu. É esse tipo de exibição que não deveria ser feito, e que, infelizmente, é muito comum. Proibida, mas comum. E o responsável por tomar essa decisão de expô-lo deveria ser punido, no mínimo recebendo a multa de 5.000 reais por “matar um espécime de fauna em extinção”.

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