Indígenas Gavião denunciam contaminação de rios em trecho duplicado pela Vale

Segundo as lideranças, trens de minério sem licença circulam em trecho da Estrada de Ferro Carajás na TI Mãe Maria. Em denúncia ao MPF, eles afirmam que não foram consultados pela empresa e também relatam aumento de impacto ambiental, contaminação e aumento de doenças graves. Um laudo do Ibama indica degradação da qualidade da água e presença de metais pesados em peixes.

Trilhos que cortam a extremidade da Terra Indígena Mãe Maria (Foto: Ingrid Barros/Observatório da Mineração/2023).
Amazonia Real Publicado em: 07/04/2026 às 17:34
Por da Amazônia Real
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“Durante 40 anos a Vale ficou calada. Eles não nos falaram desse impacto que hoje está causando. É um impacto que nunca vai ser mitigado porque está em nós, está na nossa mente. A gente já até acionou o MPF para que a Vale venha a financiar um estudo específico em nós, fazer a descontaminação do rio e fazer um estudo na fauna e na flora, para a gente poder ter certeza se está contaminado”. Tuxati Jonkahynti Jakankrati Parkatêjê. Cacica da aldeia Tokurykti JõkrĨkatêjê.

"Se juntar isso com o tipo de contaminação detectado, basicamente ferro, alumínio, níquel e outros metais, tudo indica que isso está ocorrendo em função de contaminação a partir do transporte de minério por essa ferrovia”. Pesquisador Jansen Zuanon.
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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