Crise climática expõe crianças e adolescentes na Amazônia
Um novo painel da Unicef mapeou os riscos climáticos e socioambientais na infância e adolescência no Brasil. Na região amazônica, quase metade dos municípios apresenta alta vulnerabilidade devido à degradação ambiental combinada à carência de infraestrutura básica. Eventos extremos, como secas, impactam severamente a saúde, a educação e o modo de vida das comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.
Metodologia
A apuração foi feita de forma remota, por meio da análise prévia dos dados na plataforma, focada especialmente nos indicadores dos estados da Amazônia Legal. A apuração também acompanhou a coletiva de imprensa online realizada no dia 23/07 pelos coordenadores da pesquisa/plataforma. A repórter fez uma pergunta específica durante a coletiva para Danilo Moura, do Unicef Brasil. Para aprofundar a reportagem, a jovem indígena Taissa Kambeba, moradora de uma aldeia nos arredores de Manaus (AM), concedeu entrevista à agência sobre sua experiência diante da crise climática no território.
Citações
“As crianças, os adolescentes, sejam eles indígenas ou não indígenas, periféricos, quilombolas, ribeirinhos, todos eles já passaram por esse processo. Se a gente não cuidar do clima agora, daqui a 10, 20 anos, não vai existir mais nada. Eu prezo muito para que incluam as nossas crianças nessa pauta, porque nós também pensamos e estamos construindo um futuro de qualidade” - Taissa Kambeba, jovem ativista indígena da aldeia Tururukari-Uka.
“Nos últimos anos, especialmente em 2023 e 2024, os períodos de seca tiveram impactos bem grandes sobre as comunidades da Amazônia. Nesse caso, a gente precisa ter uma atenção especial levando em consideração essa interação de vulnerabilidade social com vulnerabilidade climática e ambiental, para pensar quais são as estratégias e para priorizar a região com atenção especial para se proteger desses riscos” - Danilo Moura, especialista do Unicef
“Crianças e adolescentes são os mais afetados pelos impactos das mudanças climáticas e da poluição, embora sejam os que menos contribuem para esse cenário. Lançado no momento em que o País se prepara para a chegada do El Niño e seus possíveis impactos, o Painel foi desenvolvido para apoiar gestores públicos na identificação dos principais riscos que afetam meninos e meninas em seus territórios, oferecendo evidências que ajudam a orientar ações mais eficazes para proteger seus direitos e seu desenvolvimento” - Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do Unicef no Brasil,
https://www.criancasemeioambiente.org.br/
https://amazoniareal.com.br/os-isolados-da-seca/
https://www.noaa.gov/news-release/el-nino-forms-expected-to-strengthen-say-noaa-forecasters
https://amazoniareal.com.br/super-el-nino-impoe-riscos-de-incendios-florestais-na-amazonia/
Local de Cobertura
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