População de Manaus sente impactos do super El Niño

Com temperaturas próximas dos 38°C e sensações térmicas acima de 41°C, moradores da capital amazonense enfrentam apagões de energia elétrica, aumento da conta de luz e dificuldades para se refrescar. Calor extremo prolongado é mais grave em cidades com pouca arborização, transporte coletivo e pouco espaço para atividade ao ar livre.

População tem sofrido com as altas temperaturas em Manaus (Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real).
Amazonia Real Publicado em: 08/09/2026 às 13:25
Por da Amazônia Real
Metodologia
 


  1. Origem e metodologia: A reportagem surgiu a partir dos relatos de moradores de Manaus sobre os impactos do calor intenso, agravado pela ocorrência do El Niño na região. A apuração buscou entender como esses fatores afetam a saúde e a rotina da população. 




  2. Apuração: Foram entrevistadas as manauaras Samara Rodrigues e Rebecca Xavier sobre os impactos do calor em seus cotidianos; A apuração cruzou os dados de temperaturas com a ocorrência de apagões de energia, além da falta de chuva na cidade. O epidemiologista Jesem Orellana foi entrevistado para falar sobre os impactos do calor na saúde da população.



Citações

“Nos horários de pico do calor, fica insuportável ficar dentro de casa. Sem ventilador ou ar-condicionado, não tem como se refrescar. A rotina da casa para completamente e fica difícil até para descansar ou trabalhar” -   Samara Leila Rodrigues


“Afeta principalmente com essa questão do calor e os eletrônicos, porque trabalhamos com internet e depender de redes móveis nunca é útil porque parece que quando a energia cai, as redes móveis passam a oscilar junto. Não é possível se refrescar sem ventilador ou ar-condicionado porque o sol bate direto nas paredes da casa e fica extremamente abafado” - Rebecca Xavier


 

“Não podemos ignorar as pessoas privadas de liberdade que cumprem pena em ambientes altamente insalubres. Em relação a classe trabalhadora, garis, vendedores ambulantes e trabalhadores da construção civil, são exemplos de alta vulnerabilidade em cenários de calor extremo”- Jesem Orellana

Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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