Origem e metodologia: A reportagem surgiu a partir dos relatos de moradores de Manaus sobre os impactos do calor intenso, agravado pela ocorrência do El Niño na região. A apuração buscou entender como esses fatores afetam a saúde e a rotina da população.
Apuração: Foram entrevistadas as manauaras Samara Rodrigues e Rebecca Xavier sobre os impactos do calor em seus cotidianos; A apuração cruzou os dados de temperaturas com a ocorrência de apagões de energia, além da falta de chuva na cidade. O epidemiologista Jesem Orellana foi entrevistado para falar sobre os impactos do calor na saúde da população.
População de Manaus sente impactos do super El Niño
Com temperaturas próximas dos 38°C e sensações térmicas acima de 41°C, moradores da capital amazonense enfrentam apagões de energia elétrica, aumento da conta de luz e dificuldades para se refrescar. Calor extremo prolongado é mais grave em cidades com pouca arborização, transporte coletivo e pouco espaço para atividade ao ar livre.
Metodologia
Citações
“Nos horários de pico do calor, fica insuportável ficar dentro de casa. Sem ventilador ou ar-condicionado, não tem como se refrescar. A rotina da casa para completamente e fica difícil até para descansar ou trabalhar” - Samara Leila Rodrigues
“Afeta principalmente com essa questão do calor e os eletrônicos, porque trabalhamos com internet e depender de redes móveis nunca é útil porque parece que quando a energia cai, as redes móveis passam a oscilar junto. Não é possível se refrescar sem ventilador ou ar-condicionado porque o sol bate direto nas paredes da casa e fica extremamente abafado” - Rebecca Xavier
“Não podemos ignorar as pessoas privadas de liberdade que cumprem pena em ambientes altamente insalubres. Em relação a classe trabalhadora, garis, vendedores ambulantes e trabalhadores da construção civil, são exemplos de alta vulnerabilidade em cenários de calor extremo”- Jesem Orellana
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