Povos Indígenas
Indígenas LGBTQIA+ rompem o silêncio
Assunto ainda tabu, a diversidade sexual ganha espaço nas aldeias, apesar do preconceito, das violências e dos abusos sofridos. A imagem acima mostra a Cacica Majur (Foto: Reprodução Facebook) Cuiabá (MT) – Aos 12 anos, um menino Boe Bororo começou […]
Metodologia
A reportagem partiu da repercussão sobre a transição de gênero da cacica Majur, de Mato Grosso. Ela é mulher transexual indígena e começou a fazer tratamento hormonal. Ao falar sobre isso abertamente, Majur traz à tona a questão da diversidade sexual e de gênero entre indígenas. Sim, isso ocorre, por diversos fatores. O portal Amazônia Real entrevistou Majur e outros indígenas LGBTQIA+, que relataram experiências próprias e falaram sobre preconceito, discriminação em comunidades indígenas, homofobia e também aceitação. Isso porque os povos indígenas lidam de forma diferente com a questão da diversidade. De acordo com a antropóloga doutora Barbara Arisi, que pesquisa o assunto e é autora de dois livros com este tema, a colonização européia, religiosa e moralista é fator limitante de práticas sexuais observadas em tempos ancestrais.
Citações
"Nossa posição sexual não define a nossa personalidade, somos o que somos, não o que a sociedade homofóbica quer que a gente seja", cacica Majur.
Local de Cobertura
Cuiabá
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