Campanhas anti-demarcação miram TIs do Alto Rio Negro

Lideranças indígenas denunciam disseminação de fake news, uso político da identidade indígena e ofensiva articulada por políticos contra a demarcação de territórios em Barcelos, interior do Amazonas.

Serra do Aracá, no Amazonas (Foto: Ricardo Azoury / Acervo Jardim Botânico RJ).
Amazonia Real Publicado em: 18/05/2026 às 17:10
Por da Amazônia Real
														64													
Citações

“Somos a favor da demarcação. Tem que ser feita a homologação do território Yanomami na região de Barcelos. Se não houver a demarcação, os invasores vão continuar entrando, principalmente os pescadores. Eles nunca vão pedir [permissão] eles vão querer entrar por conta própria para levar todos os peixes, a comida do rio dos nossos parentes” - Francisco Xavier Yanomami, tuxaua


“As campanhas anti-democráticas são feitas pelo movimento contrário aos direitos dos povos indígenas, organizado por políticos e empresários. Acabaram manipulando e induzindo os Yanomami que estavam em Barcelos para receber benefícios sociais, sem saber do que se tratava por ser um povo de recente contato em sua maioria. Isso é uma violação, é crime grave fazer isso com os parentes indígenas” - Lideranças da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn)


 

“Eles não querem deixar demarcar a terra Yanomami de lá [Barcelos] porque, futuramente, não querem a vivência desse povo na terra. Querem acabar com a riqueza que os Yanomami estão protegendo naquela área. Querem tudo para eles, não para o povo Yanomami” - João da Silva Figueiredo (AYRCA)

Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

DOE PARA A AMAZÔNIA REAL

Sua contribuição fortalecerá o jornalismo investigativo, feito com independência e liberdade editorial, que visibiliza as populações silenciadas.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Prezados leitores e leitoras da Amazônia Real, o espaço de comentário do site é para sugestões, elogios, observações e críticas. É um espaço democrático e de livre acesso. No entanto, a Amazônia Real se reserva o direito de não aprovar comentários de conteúdo preconceituoso, racista, sexista, homofóbico, com discurso de ódio e nem com links de outros sites. Muito obrigada.