Povos Indígenas

Indígenas querem fundar a 1ª Academia da Língua Nheengatu

Amazonia Real Por Jullie Pereira Publicado em: 29/09/2021 às 09:39
Indígenas querem fundar a 1ª Academia da Língua Nheengatu
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“As estratégias de sobrevivência são muito importantes, os indígenas continuaram (com a língua), eles falavam, contavam histórias aos filhos à noite. Se essa forma fluente da língua se perdeu, a lógica da língua foi  preservada”, diz o professor Florêncio Almeida Vaz Filho, indígena do povo Maytapu.
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Jullie Pereira

Jullie Pereira é jornalista manauara formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Em 2020 fundou a Abaré, organização com foco no jornalismo local e educação midiática, com sede em Manaus. Já publicou na Folha, Uol TAB e foi treinee do Estadão. Em Manaus, tem passagem pelo Grupo Rede Amazônica e pelo site Amazonas Atual. Suas coberturas são voltadas para os direitos humanos, educação, política e cultura.

6 Comentários

  1. Elenir Pereira de Jesus disse:

    Vale demais a pena todo esse trabalho para resgatar a riqueza de uma língua originária. Quero muito aprender o idioma Nheengatu e fazer minha parte no sentido de valorizar e propagar o idioma.
    Por gentileza, como faço para entrar em contato com pessoas do grupo de whatzap para informações sobre esse estudo?

    Abraço fraterno!

  2. Maria Raimunda disse:

    Muito importante a inclusão do ensino nheengatu na grade curricular das faculdades

  3. Eliomar Cordeiro Gomes disse:

    É muito gratificante vê a minha língua sendo hoje valorizada. Isso foi uma luta de varios anos de resistência dos falantes. Os professores indígenas do Alto Rio Negro são ricos em dons que receberam do deus Baré. E esse dom se transforma em material pedagógico nas escolas ribeirinhas indígenas. É emocionante ver uma criança que está aprendendo a conhecer ou lidar com “as línguas ” cantar na linguagem de cebolinha (personagem do Maurício de Sousa) o canto de “aikue pa yepe tapila…) ou recitar um verso, contar uma piada, receita rezar ou orar na língua. Imaginem o nheegatu nas universidades. Está lindo… parabéns à Academia!!

  4. Eliomar Cordeiro Gomes disse:

    Que bom ver e ouvir da minha língua sendo hoje valorizada. Os professores indígenas do Alto Rio Negro são ricos em dons que receberam do deus Baré. Com esses dons ensinam nas escolas ribeirinhas indígenas em nossa língua. É muito gratificante ver uma criança que está aprendendo a conhecer “as linguas” cantar na linguagem de cebolinha (personagem de Maurício de Souza) canto de “Aiku pa yepe tapila…”ou contar uma piada, verso, rezar ou orar… na língua nheegatu. A família escolar e comunitária não zombam ou item e sim ficam emocionados de ver a língua sendo hoje valorizada. Imaginem nos o nheegatu nas universidades. Está lindo….parabéns a Academia!!!

  5. Lucinato Sousa serique disse:

    Parabéns ao grupo de professores de nheengatu ,a criação da academia da nossa língua e de suma importância para os povos dos territórios onde se fala nheengatu

  6. Nicolas disse:

    “Os missionários católicos criaram o Nheengatu misturando palavras em português e em tupi, para padronizar a linguagem com características dos colonos.”

    Essa declaração é meio inconsistente. O Nheengatu não foi criado por ninguém. É uma língua que se desenvolveu no contexto colonial do Grão Pará, mas de forma natural e gradual. Nela existem termos oriundos do português (empréstimos acontecem em todos as línguas), mas não dá pra dizer que o Nheengatu é uma mistura de língua indígena com português.

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