Cultura
Ana Mendes abre a exposição “Quem é pra ser já nasce”, em Belém
Fotógrafa busca a alteridade e a subjetividade no novo trabalho que relaciona território, angústia, medo, sonhos e autocuidado nas imagens de mulheres indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu e assentadas do Maranhão.
Metodologia
A fotógrafa Ana Mendes foi entrevistada remotamente pelo editor de fotografia Alberto César Araújo e pela subeditora Juliana Pesqueira, ambos da Amazônia Real, sobre a nova exposição da profissional “Quem é pra ser já nasce”, que será lançada no dia 17 de janeiro, às 10h, no espaço Associação Fotoativa, em Belém.
A exposição “Quem é pra ser já nasce”, da fotógrafa e pesquisadora Ana Mendes, investiga a relação entre território e subjetividade através da vida de mulheres líderes no Maranhão. O projeto nasceu de um processo de autocura e resiliência após a artista sofrer ameaças e perseguições decorrentes de sua atuação profissional. Por meio de fotocolagens e diários pessoais, a obra abandona o rigor jornalístico tradicional para abraçar uma narrativa íntima que une arte, antropologia e espiritualidade. A mostra destaca a coragem de indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco que, mesmo sob risco de morte, permanecem na linha de frente em defesa de suas terras. O trabalho reflete uma parceria colaborativa e sensível, na qual as vivências da própria autora se espelham na trajetória das mulheres retratadas.
A exposição “Quem é pra ser já nasce”, da fotógrafa e pesquisadora Ana Mendes, investiga a relação entre território e subjetividade através da vida de mulheres líderes no Maranhão. O projeto nasceu de um processo de autocura e resiliência após a artista sofrer ameaças e perseguições decorrentes de sua atuação profissional. Por meio de fotocolagens e diários pessoais, a obra abandona o rigor jornalístico tradicional para abraçar uma narrativa íntima que une arte, antropologia e espiritualidade. A mostra destaca a coragem de indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco que, mesmo sob risco de morte, permanecem na linha de frente em defesa de suas terras. O trabalho reflete uma parceria colaborativa e sensível, na qual as vivências da própria autora se espelham na trajetória das mulheres retratadas.
Citações
- Frases de Ana Mendes:
Sobre a conexão com as mulheres: "Eu tinha perguntas, não jornalísticas para fazer para elas, mas perguntas pessoais... me conta o que acontece aí desse lado? Desse outro lado que era o lado que eu também estava, o lado da pessoa perseguida."
Sobre a natureza de sua arte: "Tudo é autorretrato para mim. E naquelas pessoas eu estou procurando esses restos de família, e de identidade minha que eu deixei também."
Sobre o medo no trabalho atual: "Medo tem sido uma palavra que tem me acompanhado neste trabalho. Eu nunca nunca pisei com tanto medo nos territórios. Eu tinha medo porque eu precisava falar de mim."
Sobre a evolução da carreira: "A minha expressão se mistura com outras artes ali, e o jornalismo é uma ponta, é uma beira ali... hoje em dia eu estou conseguindo fazer isso. Deixa eu falar de mim aqui, falar de sentimentos a partir dessa ferramenta."
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