Neste artigo, Walela Suruí descreve, com muito realismo e ineditismo, pois são poucas lideranças indígenas falam do assunto a seguir: os impactos que o tráfico de drogas, as organizações criminosas e as missões religiosas fundamentalistas; que afetam diretamente a crença dos povos originários. No tráfico, segundo ela, os jovens são cooptados para a produção de drogas sintéticas ilegais, associada a outras ilegalidades, como o garimpo ilegal, que ameaçam a biodiversidade da região e impactam o modo de vida dos povos originários. As organizações religiosas fundamentalistas, diz a autora, entram nos territórios indígenas e promovem um processo de desestruturação e destruição da espiritualidade. "Com o discurso de tirá-los do álcool e das drogas, promovem um verdadeiro etnocídio com a narrativa de que as práticas ancestrais de cura via pajelança são “coisas que não pertencem a Deus”, destruindo os pajés e a medicina indígena. Um exemplo disto ocorreu com os Paiter Suruí, e pode ser visto no documentário o Ex-Pajé".
Política
A guerra às drogas também é uma guerra aos territórios tradicionais
As drogas e sua relação com os povos originários tem muitas camadas além do simples consumo de substâncias, como nos casos da presença de organizações criminosas dentro dos territórios indígenas que cooptam jovens indígenas para a produção de drogas sintéticas […]
Metodologia
Citações
"Certamente, essas violências e a introdução das drogas são consequência da colonização ainda tão viva nos dias atuais, que torna os povos originários reféns de um sistema que destrói suas esperanças em um futuro com bem-viver e os deixa sem perspectiva de segurança, de qualidade de vida e de garantia de seus direitos, onde o álcool e outras drogas passam a ser uma fuga". Walela Suruí.
https://amazoniareal.com.br/especiais/ameaca-do-trafico/
https://www.youtube.com/watch?v=pjHAsIDbBEQ
Local de Cobertura
Rondônia
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