O artigo descreve como o narcotráfico avançou nas fronteiras do Amazonas e de Roraima com a Colômbia, Peru e Venezuela a partir da influência de Jair Ardela Michhue, conhecido como “Javier”, que morreu em 2015, mas deixou uma família comandando a região do Brasil entre Tabatinga e Atalaia do Norte, cidade onde se concentram as buscas ao indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips.
Nas fronteiras o ódio é ancestral contra os indígenas
Jair Ardela Michhue, conhecido como “Javier”, foi um dos criminosos do narcotráfico mais violentos que atuou na tríplice fronteira do Brasil, Colômbia e Peru. Ele passou quatro anos preso no Presídio Federal de Segurança Máxima, em Campo Grande (MS). “Javier”, […]
Metodologia
Citações
“O Javier cortava as mãos, os pés, abria o bucho para não flutuar e os peixes comerem mais rápido. Normalmente é assim que eles fazem na fronteira, onde tem muito jacaré, muita piracatinga (peixe liso chamado também de urubu d`água)”, diz uma fonte da Polícia Federal.
Links
https://amazoniareal.com.br/superintendente-da-pf-diz-que-nunca-sofreu-pressao-politica/
https://extra.globo.com/noticias/mundo/jair-ardela-embaixador-do-narcosul-na-amazonia-12594851.html
https://www.diarionline.com.br/?s=noticia&id=80521
https://veja.abril.com.br/brasil/carteis-mexicanos-tem-parceria-com-pcc-no-brasil/
https://oeco.org.br/colunas/29095-pesca-da-piracatinga-o-boto-rosa-nao-pode-ser-isca/
Local de Cobertura
DOE PARA A AMAZÔNIA REAL
Sua contribuição fortalecerá o jornalismo investigativo, feito com independência e liberdade editorial, que visibiliza as populações silenciadas.
Sou da região, especificamente, de Boa ,Vista, capital do estado de Roraima, mas moro em São Paulo desde 1995. Estive há poucos dias na minha cidade e a sensação que sinto é que nada mudou com relação ao garimpo clandestino, saída de ouro e cassiterita do estado de Roraima, é como enxugar gelo. Em meados de 1992, lembro-me da Operação Selva Livre onde a Polícia Federal atuou com explosão de pistas clandestinas. Outra operação foi a Chacina Yanomami. O tempo só congela para quem tem o garimpo como fonte de riqueza e destruição da natureza. O estado, nos últimos quatro anos, contribuiu ainda mais para essa destruição. Quando se quer dizimar um povo, inicia-se pelas crianças, e este fenômeno cruel estamos presenciando em pleno século XXI. Hoje 09 de fevereiro, penso que não temos mais tempo. O clima tem dado sinais de saturação. O governo do estado é conivente com esse caos ambiental e social dos povos originários daquele lugar. Ademais, parabéns pela coragem e persistência, apesar do perigo. A imprensa independente tem feito o seu papel social e prossicional.