A reportagem relata as violações de direitos do último indígena isolado Tanaru, conhecido como “o índio do burado”, encontrado morto em 23 de agosto por servidores da Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Rondônia. Seu corpo passou 71 dias fora da terra indígena, pois a Funai chegou a recusar seu sepultamento por manobras a favor de fazendeiros. O sepultamento foi determinado pela Justiça Federal na sexta-feira, 4 de novembro. Desde que foi localizado sem vida em uma rede dentro da maloca em que habitava, o corpo do Tanaru fez longos trajetos. Primeiro foi enviado para Brasília onde ficou cerca de 45 dias para análises toxicológicas, forense e antropológica, depois voltou para Rondônia. Ficou por quase três semanas na sede da Polícia Federal, em Vilhena, aguardando a Funai decidir quando e se iria enterrá-lo, o que só o fez pelo risco de pagar multa diária de R$ 1 mil por desobediência.
O último indígena da terra Tanaru sofre violações da Funai até no sepultamento
O corpo do “índio do buraco” ficou fora de seu território por 71 dias entre a perícia em Brasília (DF) e a espera do enterro num depósito da PF em Rondônia. Nesse intervalo, fazendeiros já procuraram o órgão federal para […]
Metodologia
Correções
Na citação do indígena ouvido pela reportagem, o nome da pessoa que fez a cerimônia fúnebre do "índio do buraco" está errado. O correto é Purá, um indígena Kanoé.
Este texto foi atualizado em 10/11/2022.
Citações
“Queríamos homenagear e quando vimos foi na TV que saiu a notícia do sepultamento”, disse à Amazônia Real, Ivaneide Bandeira, a Neidinha Suruí, que participou do estudo de reconhecimento da terra Tanaru nos anos 1990. “Para mim isto foi para evitar que houvesse cerimônia com a presença de defensores dos direitos humanos e porque queriam entregar a terra para os fazendeiros. Aquela terra tem que ser mantida como área protegida para pagar o tributo devido ao povo que foi dizimado e a luta do indígena do Tanaru que mesmo sozinho resistiu até o fim ao assédio dos não indígenas. É um símbolo de resistência e da preservação da memória de um povo.”
https://www.mpf.mp.br/ro/sala-de-imprensa/docs/2022/DecisoLiminarndiodoBuraco.pdf
https://dspace.mj.gov.br/bitstream/1/6976/1/PRT_FUNAI_2015_1040.pdf
Local de Cobertura
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se a flanai procura direito vai encontra descendente do índio tanaru sim, pois tem filho de Antônia tanaru mequéns. vivo