Alberto César Araújo

Uma fotografia ainda pode mudar a história?

Por Alberto César Araújo Publicado em: 20/02/2019 às 10:49
Uma fotografia ainda pode mudar a história?
Alberto César
Alberto César Araújo

Editor de fotografia da agência Amazônia Real, é jornalista formado pela Uninorte/Laureates, em Manaus, e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Artes (PPGLA) na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), com o projeto de pesquisa sobre o fotógrafo alemão Albert Frisch (1840-1918). Atuando na profissão desde 1991, seu trabalho enfoca a vida nos rios e comunidades da Amazônia, em questões ambientais relativas ao desmatamento, queimadas, secas e enchentes. Trabalhou nos jornais A Crítica, Diário do Amazonas e Em Tempo. Tem fotos publicadas na mídia nacional e internacional, incluindo O Globo, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, National Geographic Brasil, New York Times, Newsweek e The Independent. Na Amazônia, documentou projetos socioambientais de várias organizações como o WWF e Greenpeace Brasil. Entre os prêmios que ganhou estão o Dom Helder Câmara (2000), Esso de Fotografia (2001), Sebrae (2004), FAPEAM (2011), HSBC (2012), Leica Fotografe (2012) e Carolina Hidalgo Vivar no POY LATAM (2013). Em 1999, o poeta Thiago de Mello em entrevista ao jornal A Crítica descreveu Alberto César como o “artista da luz”. ([email protected])

11 Comentários

  1. Avatar Maria Cristina disse:

    Parece mentira, imagens de agora parecem com o ano zero da era cristã. E há quem diga que evoluímos. A maioria está tomando consciência, mas ainda tem muitos soldados romanos, cruéis assassinos encarnados.. Quando tudo isso vai passar? Pq demoram tanto a entender que tudo será de todos, pq TODOS SOMOS UM!?

  2. Avatar Osvaldo disse:

    Uma pessoa não deveria ganhar um prêmio por uma foto que mostra uma mãe com um bebê no colo passando por um momento de aflição tão grande ao ser espulsa de sua própria terra para satisfazer interesses políticos. Quem era aquela mãe, qual o nome dela, e o da criança que estava no seu colo, o que ela defendia encarando uma tropa de choque??????? Me responda se souber, e o fato em si que levou a uma cena tão perfeita para se ganhar um prêmio por uma foto. Me ajuda aí.

    • Osvaldo, os dilemas éticos são uma constante no fotojornalismo. Há fotógrafos que diante certas cenas prefiram não fazer o registro, pois o que mais importa não é o que está no quadro, mas sim no entorno dela. O que envolve cada situação. O caso dessa senhora, citei o nome dela no artigo: Valda Ferreira de Souza, indígena Sateré-Mawé, tinha 22 anos em 2008. Acho importante ter sido premiada, por ter dado visibilidade para essas pessoas. O que sei é que o próprio fotógrafo acabou ajudando dona Valda, financeiramente na época dos prêmios. Importante mostrar a covardia da Força. Eu particularmente, fiz um registro nestas condições 10 anos anos com uma senhora não indígena, Dona Helena, ganhei alguns prêmios com esta imagem, mas que me proporcionaram a conhecer pessoas, lugares e instituições que ajudaram a mudar minha visão de mundo e forma de ver as coisa e entender a profissão. Mudou o meu foco e modo de trabalho, que a partir de então foi ficando voltado para as questões de violações de direitos humanos e de questões socioambientais.

  3. Avatar Luiz Carlos da Silva disse:

    Realmente…uma foto pode valer mais que mil palavras.

  4. Avatar Alexandre Foggetti disse:

    Temor , tenho quando escutamos um E Daí. Sobre um fato relevante, que poderia levar a uma comoção mas é desestimulada.

  5. Avatar Marianne Muniz disse:

    Impressionante como uma imagem vale mesmo mil palavras

  6. Avatar Soraya disse:

    A foto da criança sendo vigiada ao longe por um abutre, para mim, é a mais chocante. Nos faz repensar todos os dias como somos egoístas, insensíveis com a dor humana e cruéis.

  7. Avatar Aloisio disse:

    A legenda da foto 04 está incorreta essa foto foi tirada em Washington D.C. em 1967 durante uma manifestação contra a guerra do Vietnam. Na Revolução dos Cravos os soldados estavam ao lado do povo.

  8. Que texto maravilhoso!

  9. Avatar Harley disse:

    De todas as “imagens desestabilizadoras” – embora não concorde muito com esse termo, pois no meu modesto entendimento deveria ser “imagens de despertar” – ainda é a do jovem chinês tentando evitar a passagem de um tanque de guerra que, por sua vez, tenta desviar do jovem, naquele fatídico evento conhecido como o “Massacre da Praça da Paz Celestial”, a mais simbólica de cidadão versus opressão.

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