Como indígenas  e ribeirinhos preservam  o pirarucu

Os Deni do rio Xeruã, os Paumari do rio Tapauá e as comunidades ribeirinhas do rio Solimões adotam o plano de manejo que gera renda e salva o gigante amazônico da extinção.

O manejo do pirarucu aumenta o estoque do maior peixe escamoso de água doce do mundo, limitando a quantidade da pesca permitida. 

O sistema tem permitido que os indígenas e ribeirinhos conquistem a independência financeira.

“Antes, cada qual trabalhava para si e agora trabalhamos em conjunto, coletivamente”, diz Germano Paumari.

Em 2009, os povos Deni e Paumari decidiram parar de pescar o pirarucu. Só sete anos depois os Deni retomaram a atividade, com direito a pescar 10 peixes.

No ano passado, os Deni pescaram 100 piracucus, que somaram 5,8 toneladas e geraram uma receita de 40 mil reais.

Os Paumari tiveram ainda mais sorte. Em 2021, eles pescaram 594 pirarucus, o que rendeu um faturamento de 235 mil reais.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá iniciou o pioneiro projeto de manejo do pirarucu entre 1999 e 2000. Sua tecnologia tem ajudado a preservar a biodiversidade da Amazônia.

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Eduardo Nunomura

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Divulgação, Adriano Gambarini, Marizilda Cruppe, Bernardo Oliveira/ Instituto Mamirauá, Marizilda Cruppe, Divulgação, Bruno Kelly, Bernardo Oliveira/ Instituto Mamirauá, Marizilda Cruppe, Flávia RC Costa, Alberto César Araújo, Mayke Toscano/ Gcom-MT