“Quando o Governo [Federal] decreta a privatização e a morte dos nossos rios, e nega um direito à consulta, ele viola uma legislação internacional que foi assinada inclusive pelo próprio presidente Lula, que agora é o chefe do executivo e que esse mesmo presidente não cumpre com esse tratado internacional, que para nós é a nossa principal arma legislativa que assegura os nossos direitos” - Auricelia Arapiun, liderança indígena do Baixo Tapajós
“Sem o rio a gente não tem como a gente continuar existindo aqui. Destruir o rio é dizimar os povos indígenas. Porque é do rio que nós tiramos nossa comida. É no rio que nós vamos em busca de pegar um tracajá, um surubim, é a nossa alimentação que sempre esteve aqui. E com a dragagem do rio, os peixes vão se afugentar, vai acabar com a sua reprodução. A gente olha com grande preocupação e a gente não sabe o impacto que vai ter, mas a gente sabe que não vai ser bom, que vai alterar nosso modo de vida” - Gilson Tupinambá, cacique-geral das 28 aldeias do povo Tupinambá no Baixo Tapajós
“A dimensão das dragagens é enorme, principalmente na flora aquática que é tão importante para os peixes, pela retirada de areia e com ela algas, limos entre outros que servem de alimento e abrigo para todas as espécies de peixes, sendo a maior fonte de alimentação de comunidades e povos indígenas e das cidades na região. Então, [a dragagem] afetará a qualidade e o ciclo de reprodução da pesca, um efeito dominó para todos, desde povos na beira do rio até quem consome na cidade” - Johnson Portela, assessor do GT Infra e militante do Movimento Tapajós Vivo




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