Povos Indígenas
Uma reparação para Márcia Mura
"Essa vitória nunca foi só minha. Ela aconteceu porque muitas mulheres indígenas, parentes, amigos e apoiadores caminharam comigo. A atuação da advogada indígena Samara foi fundamental para mostrar que aquilo não era um problema individual, mas uma violência institucional", diz a educadora, que foi afastada, em 25 de agosto de 2021, por praticar a temática indígena na sala de aula da Escola Estadual Professor Francisco Desmorest Passos, no distrito de Nazaré, em Porto Velho (RO). Ela retornou à escola em 2025.
Metodologia
A reportagem relata a trajetória de resistência da educadora indígena Márcia Mura, que enfrentou racismo institucional e perseguição política em uma escola no distrito de Nazaré, em Rondônia. Após ser afastada em 2021 por implementar uma pedagogia voltada à afirmação identitária e confrontar autoridades, a professora enfrentou uma batalha jurídica de três anos e seis meses para retomar seu posto. As fontes detalham como práticas de apagamento cultural e visões etnocêntricas da educação motivaram sua remoção forçada do território ribeirinho. Através do apoio de comunidades tradicionais e de uma defesa jurídica especializada, sua reintegração é apresentada como uma vitória coletiva contra o etnocídio escolar. Atualmente, o retorno de Márcia simboliza um processo de reparação histórica, permitindo que saberes ancestrais voltem a ocupar o currículo oficial da região.
Citações
FRASES
"Quando cheguei à escola e vi a pintura da mulher indígena coberta de tinta branca, aquilo me impactou profundamente. Havia tanto espaço na parede para fazer outras pinturas. Por que apagar justamente a imagem de uma mulher indígena com duas crianças? Foi ali que eu disse que aquilo era uma prática etnocida e epistemicida." - Márcia Mura
"Infelizmente, tratar da afirmação indígena ainda é algo muito dolorido para muita gente. Alguns pais e professores se incomodavam porque eu propunha que os estudantes conversassem com os mais velhos, recuperassem suas histórias e reconhecessem a presença indígena na comunidade." - Márcia Mura.
“Eu não aceitei sair porque Nazaré não era apenas o meu local de trabalho. Era onde estava minha casa, meu roçado, meu espaço cultural e toda a minha vida construída ao longo dos anos. Eu não podia simplesmente abandonar aquele território." - Márcia Mura.
"Essa vitória nunca foi só minha. Ela aconteceu porque muitas mulheres indígenas, parentes, amigos e apoiadores caminharam comigo. A atuação da advogada indígena Samara foi fundamental para mostrar que aquilo não era um problema individual, mas uma violência institucional." - Márcia Mura.
"Quando cheguei à escola e vi a pintura da mulher indígena coberta de tinta branca, aquilo me impactou profundamente. Havia tanto espaço na parede para fazer outras pinturas. Por que apagar justamente a imagem de uma mulher indígena com duas crianças? Foi ali que eu disse que aquilo era uma prática etnocida e epistemicida." - Márcia Mura
"Infelizmente, tratar da afirmação indígena ainda é algo muito dolorido para muita gente. Alguns pais e professores se incomodavam porque eu propunha que os estudantes conversassem com os mais velhos, recuperassem suas histórias e reconhecessem a presença indígena na comunidade." - Márcia Mura.
“Eu não aceitei sair porque Nazaré não era apenas o meu local de trabalho. Era onde estava minha casa, meu roçado, meu espaço cultural e toda a minha vida construída ao longo dos anos. Eu não podia simplesmente abandonar aquele território." - Márcia Mura.
"Essa vitória nunca foi só minha. Ela aconteceu porque muitas mulheres indígenas, parentes, amigos e apoiadores caminharam comigo. A atuação da advogada indígena Samara foi fundamental para mostrar que aquilo não era um problema individual, mas uma violência institucional." - Márcia Mura.
Local de Cobertura
Porto Velho (RO)
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