Origem e metodologia: Reportagem sugerida pela editoria para apurar as violações de direitos humanos e territoriais na na Comunidade Quilombola Forte Príncipe da Beira, em Rondônia. O território existe há cerca de 200 anos, é reconhecido desde 2005 pela Fundação Cultural Palmares, mas ainda aguarda por titulação e regularização por parte do Incra.
Apuração: Apuração feita de forma remota, por meio de entrevistas por ligação telefônica com as lideranças quilombolas Nucicleide da Paz Pinheiro, presidente da Asqforte; e Angel Cayaduro Pessoa, liderança quilombola e irmão do histórico líder Elvis Cayaduro Pessoa. Foi entrevistado também William Coimbra, coordenador de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra em Rondônia; e o arqueólogo Carlos Augusto Zimpel, pesquisador da Universidade Federal de Rondônia. Para a apuração, foi feita uma pesquisa com base nas reportagens de 2018 publicadas na Amazônia Real sobre o quilombo, além de leitura sobre o conflito ampliado no Mapa de Conflitos e Comissão Pastoral da Terra.
O cerco aos quilombolas no Vale do Guaporé
Para a população da Comunidade Quilombola Forte Príncipe da Beira, em Rondônia, que resistiu ao abandono da Coroa Portuguesa e à pressão do Exército Brasileiro, uma reserva ambiental, criada pelo governo estadual em 2018, representa um obstáculo crítico no caminho para a titulação definitiva, esperada para ser decretada pelo governo Lula ainda neste ano de 2026.
Metodologia
Citações
“É ruim para a gente poder fazer o extrativismo e caçar. A vive da caça, temos que pedir autorização e avisar quando a gente vai entrar, falar quantas sacas de castanha estamos tirando. A gente sabe que somos donos do território desde sempre e a gente tem que pedir autorização para cuidar, para fazer o extrativismo dentro da comunidade e é bem chato, é bem ruim. Até porque chegamos primeiro do que eles” - Nucicleide da Paz Pinheiro, presidente da
“Meu irmão mais velho foi um dos primeiros líderes do quilombo Príncipe da Beira. O Elvis lutou muito por isso. A minha família, meus irmãos, minha mãe, meus sobrinhos, a gente está sempre nessa luta para ver se a gente consegue titular nosso território. E viva os nossos povos tradicionais, viva a nossa Amazônia. Viva Elvis Pessoa, em memória!” - Angel Cayaduro, liderança quilombola
“Estamos concluindo o georreferenciamento da área do território quilombola visando a titulação da comunidade até o final deste ano. Além do geo, também iremos entregar para a comunidade o Cadastro Ambiental Rural [CAR] e o diagnóstico de uso da área quilombola” - William Coimbra, coordenador de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra em Rondônia
“Isso criou base para o desenvolvimento de uma economia de subsistência que a gente vê até hoje, baseada em caça, pesca, planta, pequenas plantações, colheita da castanha, por exemplo. O quilombo tem uma organização baseada na solidariedade e todas as decisões lá são coletivas” - Carlos Augusto Zimpel, arqueólogo e pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
LINKS
https://amazoniareal.com.br/incra-comeca-estudo-para-regularizar-o-quilombo-do-forte-em-rondonia/
https://www.gov.br/incra/pt-br/assuntos/governanca-fundiaria/passo_passo_quilombola_incra.png
https://www.sedam.ro.gov.br/post/cuc-rds-bom-jardim
https://www.sps.ce.gov.br/2020/07/28/tereza-de-benguela/
https://cpisp.org.br/forte-principe-da-beira/
https://cptnacional.org.br/2024/05/03/comunidade-quilombola-rondonia/
http://site.mast.br/hotsite_vsppa/pdf/secao-3/12-louise-cardoso-de-mello-final.pdf
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