Dantas Transportes é multada após poluir Rio Urubu 

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que autou uma empresa de transportes por infrações ambientais, que afetaram a coloração das águas do rio Urubu e da Cachoeira Natal, em Presidente Figueiredo (AM), mas não divulgou a identidade da autora da poluição sob o argumento de que “poderia comprometer a fiscalização”. No entanto, três fontes, que acompanharam a fiscalização, ouvidas pela Amazônia Real apontaram a Dantas Transportes e Instalações Ltda como a empresa responsável pelos danos ambientais. Segundo o Ipaam, "a empresa realizava intervenções de aterro e terraplanagem a cerca de oito quilômetros da cachoeira para a formação de uma praia artificial. Devido às irregularidades, o Ipaam embargou a obra da empresa de transportes e aplicou uma multa de mais de R$ 3 milhões, decorrente de três infrações: falta de licença ambiental, lançamento de resíduos no curso d'água e intervenção em Área de Preservação Permanente (APP)".

As infrações da empresa são: falta de licença ambiental, lançamento de resíduos no curso d'água e intervenção em APP (Foto: Prefeitura de Presidente Figueiredo/14/09/2026)
Amazonia Real Publicado em: 15/09/2026 às 19:50
Por e da Amazônia Real
Metodologia
Origem e metodologia: A reportagem começou a ser apurada após a divulgação de vídeos e relatos de frequentadores das corredeiras, nas redes sociais, informando uma alteração da coloração da água do rio Urubu, da Cachoeira Natal, em Presidente Figueiredo, no Amazonas. O Ipaam informou ter autuado uma empresa de transportes em mais de R$ 3 milhões e embargado a obra fiscalizada. Três fontes ouvidas pela Amazônia Real apontaram a Dantas Transportes e Instalações Ltda. como a empresa autuada. O órgão não confirmou oficialmente essa identificação. A Dantas foi procurada para se manifestar, mas não atendeu às solicitações de entrevista. Foram entrevistados turistas, moradores e especialistas da região.
Citações
Citações e referências:
“Nunca presenciei uma alteração dessa proporção no rio Urubu e na Cachoeira Natal, que tem águas cristalinas, mas estavam turvas, é morada de cobras e espécies de peixes como matrinxã, tucunaré e traíra. Ver um rio desse tomado e passar um dia todo com um sedimento daquele, com uma alteração de cor daquela, realmente foi algo bem grande. Aqui nunca teve essa alteração. Chorei ao ver essa situação” - Jones Farias, morador de Presidente Figueiredo

“Atualmente é preocupante. Se ações para evitar esse tipo de situação não forem tomadas de forma imediata e exemplar pelos órgão responsáveis, isso pode ser o início de práticas que começarão a afetar e até acabar com lugares icônicos como é a Cachoeira Natal e até mesmo outros lugares de Presidente Figueiredo” - Gustavo de Sá, frequentador da Cachoeira Natal


“Foi uma intervenção muito grande, com aterro e terraplanagem irregulares, sem nenhuma contenção para impedir que esse material chegasse ao curso d’água. Vamos fazer uma análise temporal para saber a proporção dessa intervenção e exigir a recuperação da área degradada” - Gustavo Picanço, diretor-presidente do Ipaam.


LINKS

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/14/agua-de-cachoeira-muda-de-cor-no-am-fiscalizacao-apura-possivel-dano-ambiental-na-cachoeira-natal-em-presidente-figueiredo.ghtml

https://www.acritica.com/geral/agua-do-rio-urubu-fica-turva-e-cachoeira-natal-e-fechada-em-presidente-figueiredo-1.414883

https://www.instagram.com/p/DdRN6kCAoro/?stkn=MmJpeHpndThvaGlp

https://www.instagram.com/reel/DdOwgbpua2Q/?stkn=MXh0YmQwbzdibHAxaw==

https://www.instagram.com/p/DdSHv-woIK6/?stkn=NWlsbnIwb2c0NDU1

https://radaramazonico.com.br/onde-foram-parar-os-r-387-milhoes-de-gastos-da-gestao-de-david-almeida-com-transporte-escolar-video/

https://blogdohiellevy.com.br/tcu-abre-tomada-de-contas-especial-para-investigar-contrato-multimilionario-da-seduc-com-a-empresa-dantas-transportes/



Local de Cobertura
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Kátia Brasil

Kátia Brasil é co-fundadora e editora executiva da agência de jornalismo independente e investigativo Amazônia Real, com sede em Manaus (AM). Recém formada pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, foi morar na Amazônia no início do ano de 1990. Trabalhou nas TVs Educativa e Cultura e nos jornais O Globo, A Gazeta de Roraima, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Entre os prêmios que ganhou estão o Esso Regional Norte 1991 e Women Journo Heroes (#JournoHeroes), da International Women’s Media Foundation (IWMF), em 2019, Prêmio Abraji, em 2020, Vladimir Herzog e Comunique-se, ambos em 2021. É uma das jornalistas brasileiras +Admiradas Negras da Imprensa Brasileira, em 2024. É diretora editorial do Projor/Observatório da Imprensa. Conselheira do Tornavoz e RBJA, e membra da Comissão da ABI Ambiental. Foi eleita em 1o. lugar Região Norte do Prêmio TOP 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros. Integra o forbiddenstories.org, o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM) e o Coletivo Mães Pela Diversidade em defesa das pessoas LGBTQIAPN+. ([email protected])

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