Ibama identifica uso do fogo para ampliar desmatamento e pastagens no Amazonas

O Amazonas enfrenta incêndios que ameaçam a floresta e agravam a poluição do ar em Manaus e na região metropolitana; Ibama aponta indícios de uso criminoso do fogo para favorecer o desmatamento ilegal

Queimadas na região de Autazes, em 11 de outubro, região com mais focos de incêndio no Amazonas (Foto: Rogério Cassimiro/MMA)
Amazonia Real Publicado em: 14/10/2026 às 15:02
Por da Amazônia Real
Metodologia
 

Origem e metodologia: A reportagem investigou o avanço dos incêndios florestais no Amazonas, os indícios de uso criminoso do fogo para favorecer o desmatamento e os impactos da fumaça na qualidade do ar em Manaus. Também apurou as medidas de combate aos incêndios, a previsão de chuvas e a destinação e execução dos R$ 45 milhões contratados para estruturar o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. 


Apuração: A apuração foi realizada de forma remota, baseada em entrevista com o presidente do Ibama, Jair Schmitt, análise de dados do Inpe sobre focos de queimadas, informações do Inmet sobre a previsão de chuvas e respostas oficiais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima sobre os recursos do Fundo Amazônia destinados ao Amazonas para o combate do fogo.

Citações

“Praticamente todo incêndio que tem ocorrido aqui no estado é de origem humana. Mas o que a gente tem percebido é que várias propriedades e mesmo em áreas pública, está sendo colocado fogo deliberadamente para degradar a floresta e depois transformar isso em desmatamento. Normalmente para atividade pecuária, é o mais comum. As pessoas desmatam para a criação de gado na região” - Jair Schmitt, presidente do Ibama.


“As temperaturas elevadas, a baixa umidade do ar e os períodos prolongados sem chuva significativa favorecem o ressecamento do solo e da vegetação. A vegetação seca torna-se mais combustível, facilitando a propagação dos incêndios, que também pode ser intensificada pela ação dos ventos”  - Inmet.


 

“O montante cobre 5 auto bombas tanque florestais, 16 caminhonetes com kits acopláveis e 453 conjuntos de capacete, botas e luvas. Naquela data, os veículos estavam em fabricação. A aplicação da segunda parcela constará da prestação de contas prevista para o fim de 2026” - MMA.

Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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