Ismael Machado
A Amazônia como cenário e não como sujeito
Belém (PA) – Produções recentes como Pssica, que estreou por esses dias na Netflix e Rio do Desejo (Sérgio Machado) reforçam uma tendência antiga do audiovisual brasileiro: a de olhar para a Amazônia como um espaço exótico, que serve de […]
Metodologia
O autor escreve sobre a nova produção da Netflix, Pssica, série que estreou no dia 20 de agosto e de autoria de Quico Meirelles e Fernando Meirelles. Para Ismael Machado, a série reforça uma tendência antiga do audiovisual brasileiro: a de olhar para a Amazônia como um espaço exótico, que serve de pano de fundo para narrativas deslocadas de sua realidade social e cultural.
Citações
“Enquanto a Amazônia for vista apenas como paisagem para consumo simbólico do Brasil urbano do Sul e do Sudeste, continuará a ser distorcida, enquadrada em um imaginário externo que pouco a compreende”, diz Ismael Machado.
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Ismael, seu artigo é excelente e toca em pontos muito importantes. Minha pesquisa sobre o Nordeste tem muito a ver com o que você diz sobre a Amazônia. É frustrante ver como ambas as regiões são representadas por estereótipos.
É como você diz: podem e devem existir olhares diversos sobre as regiões, mas quando esse olhar vem carregado de clichês e deixa o lugar como um mero pano de fundo, não faz sentido assistir a mais uma narrativa pelos olhos de quem é de fora, sem aprofundar em nada relevante sobre a região.