Povos Indígenas

“Bolsonaro está armando pessoas no campo contra nós”, diz Megaron Txucarramãe

Amazonia Real Por Cristina Ávila Publicado em: 03/08/2021 às 19:43
“Bolsonaro está armando pessoas no campo contra nós”, diz Megaron Txucarramãe
Citações
"Está difícil eles aceitarem acordos, conversarem, negociarem com os índios. Está difícil. Jogaram bomba de gás, jogaram spray de pimenta, machucaram dois índios e dois policiais. A gente vai ver a violência agora no campo. Isso vai se refletir lá no campo. Bolsonaro está armando pessoas no campo contra nós, pessoas compram armas, munição; enquanto nós não temos armas. Nós não compramos armas. Se é assim, vamos ter que comprar armas também?", diz Megaron Txucarramãe
Cristina
Cristina Ávila

Cristina Ávila fez comunicação na PUCRS e iniciou o jornalismo em pequenos diários de Porto Velho, em Rondônia, onde foi atraída por coberturas sobre meio ambiente, questões indígenas e movimentos sociais. Por mais de duas décadas trabalhou em redações de jornais, especialmente no Correio Braziliense. Em Brasília, entre 2009 e 2015 trabalhou no Ministério do Meio Ambiente, responsável por assuntos como mudanças climáticas e políticas públicas relacionadas a desmatamento. Nesse período teve oportunidade de prestar algumas consultorias ao PNUD. Atualmente atua na imprensa alternativa.

2 Comentários

  1. Tenho certeza que o cidadão brasileiro deseja ver a agropecuária crescer como todo segmento econômico, mas desde que não agrida o meio ambiente e que garanta a manutenção dos rios, riachos, lagos fluindo normalmente, sem poluição e por nenhum outro fator degradativo mas que protejam toda riqueza hídrica que temos disponível bem como a vegetação. Que sobretudo as terras indígenas demarcadas sejam protegidas sob qualquer pretexto de invasão dessas áreas demarcadas. Que tenham os seus direitos constitucionais amparados e protegidos e que a PL-490/2007, já aprovada pela CCJ com a votação majoritária dos bolsonaristas, que visa alterar os artigos 231 e 232 da constituição, jamais seja aprovada. Esperamos que na votação do congresso esse projeto de lei espúrio não tenha respaldo no legislativo e nem no judiciário, caso chegue até à Suprema Corte.
    Temos um país imenso com baixa densidade demográfica e com milhões de quilômetros quadrados de terras ociosas que podem muito bem serem utilizadas para o investimento de qualquer ramo de negócio.
    Sabemos que o grande interesse de fazendeiros, grileiros e garimpeiros é de se aventurarem na busca de riqueza fácil extraída dessa terras públicas e das reservas indígenas.
    As consequências já sabemos, serão a derrubada de milhões de hectares de terras vírgens para obtenção do lucro com a madeira, apropriação indébita dessas áreas e favorecer a especulação imobiliária, a destruição dos mananciais e contaminação dos rios pela garimpagem cujos minerais não produzem duas safras.

  2. Cesar dejesusgomes disse:

    Para de culpa quem não está lá. .

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