Como a arqueologia pode fortalecer os territórios indígenas na Amazônia

Iniciativa científica, povos indígenas e populações tradicionais buscam proteger os territórios ancestrais que guardam vestígios da ocupação humana milenar na Amazônia. Na foto acima, indígenas participam de ritual de encerramento do evento realizado em Manaus (Foto: Christian Braga/Amazônia Revelada) Manaus […]

Amazonia Real Publicado em: 24/10/2024 às 08:44
Por da Amazônia Real
Metodologia




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Origem e metodologia: Pauta sugerida pela editoria na ocasião da realização do evento do projeto “Amazônia Revelada”, em Manaus entre os dias 18 e 21 de outubro. O evento discutiu os primeiros resultados da pesquisa que está mapeando sítios arqueológicos em regiões do Amazonas, Acre, Rondônia e Pará. A pauta foi feita de forma presencial no primeiro dia do evento.


Apuração: A apuração feita de forma presencial e remota abrangeu entrevistas com os pesquisadores Eduardo Góes Neves e Carlos Augusto Silva, o Tijolo; e com as lideranças indígenas Antônio Tenharim, Osmar Tupari, Maria Tupari e Osmar Tupari. A reportagem aborda a perspectiva da ameaça da crise climática ao patrimônio arqueológico, a resistência territorial dos povos tradicionais por meio do projeto Amazônia Revelada e um apanhado de outros sítios arqueológicos que aparecem na Amazônia durante a pesquisa e a seca extrema.




Citações




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“Aquela terra é nossa desde que meus pais saíram da floresta e foram levados para lá por seringueiros. A gente viveu ali por muito tempo. Eu nasci e me criei lá. Meus pais conquistaram aquela aldeia, mas ela acabou ficando fora do território demarcado”


Maria Peika Tupari – liderança


“O mais importante é contribuir para reforçar ainda mais essas conexões com as populações desses territórios. Uma coisa importante é fazer o registro, patrimonializar esses sítios, a parte jurídica, o aspecto legal. Outra coisa importante é mostrar que existe uma presença indígena muito antiga nesses territórios. E que essa presença contribui para formar esses territórios que existem no presente. Isso é importante no âmbito da discussão sobre o marco temporal, que tenta apagar a presença indígena antes de 1988”.


Eduardo Góes Neves – arqueólogo

Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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