Eleições 2026: mais de 73 mil indígenas foram às urnas no Amazonas

Na Terra Indígena Kwatá-Laranjal, localizada no município de Borba, no sul do Amazonas, mais de 2 mil eleitores enfrentaram falta de energia elétrica, mas as urnas eletrônicas funcionaram com baterias. O restabelecimento do serviço ocorreu às 14h17 (no horário de Manaus). Segundo o cacique Estélio Munduruku, duas urnas eletrônicas foram instaladas na Escola Estadual Indígena Ester Caldeira Cardoso, que fica na aldeia Kwatána, região do rio Canumã - curso d’água da bacia do rio Madeira.

Fila na frente da Escola Estadual Indígena Ester Caldeira Cardoso, dentro da aldeia Kwatá, na região do rio Canumã, um curso d'água do rio Madeira, na TI Kwatá- Laranjal ( Foto via WhatsApp)
Amazonia Real Publicado em: 04/10/2026 às 16:56
Por da Amazônia Real
Metodologia
Origem e metodologia: A reportagem acompanha o primeiro turno das eleições de 2026 no Amazonas. Os eleitores indígenas relataram obstáculos estruturais, como a falta de energia elétrica em aldeias. O texto também reúne informações sobre ocorrências do dia, como as prisões por suspeita de compra de votos em Manaus.
Apuração: A apuração partiu de uma denúncia do cacique Estélio Munduruku, da Terra Indígena Kwatá-Laranjal, em Borba (AM), que alertou na manhã de domingo (4) para o risco de os povos Munduruku e Sateré-Mawé ficarem sem votar. Foram ouvidas lideranças indígenas e consultados o TRE-AM, o Cojud/MPF e a gerência da Âmbar Energia, que informaram o restabelecimento da energia por volta das 14h.
Citações
"A energia lá é elétrica, e está assim há uma semana. Ela ia e voltava, tinha momentos em que ia e não retornava. A energia foi embora ontem à noite e não retornou. As nossas lideranças estavam muito preocupadas porque a bateria das urnas não ia aguentar muito tempo. Eles querem votar, não querem deixar de votar. A preocupação era que a bateria não aguentasse até o horário de encerramento da votação" - Estélio Munduruku

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Local de Cobertura
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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