Em meio à luta pelo rio Tapajós, mulheres indígenas enfrentam ameaças

Mobilização dos indígenas e apoiadores contra decreto governamental que abre rios amazônicos à concessão privada chega a um mês sob tensão crescente; lideranças mulheres denunciam hostilidade e repressão contra o movimento. Nos últimos dias, a mobilização cresceu, recebendo apoio de outros povos indígenas, que exigem a revogação do decreto e não apenas a suspensão.

Ato em defesa do rio Tapajós e pela revogação do Decreto nº 12.600/2025 (Foto: Movimento Tapajós Vivo).
Amazonia Real Publicado em: 20/02/2026 às 12:24
Por da Amazônia Real
Citações

“Eles sabem da nossa pauta, a nossa pauta é a revogação, eles se fazem de mal entendidos. O que eles fizeram foi a suspensão do edital de dragagem do Tapajós. A nossa proposta para o governo é a anulação deste edital. Não adianta suspender o edital, não adianta nos prometer consulta se o decreto também não for revogado. Este decreto abre portas para fazer o que bem entenderem do nosso rio. E para nós isso é o mais grave, a gente está aqui para defender o rio, para defender o futuro, para defender a Amazônia” - Auricelia Arapiun


 

“Usina hidrelétrica do rio Madeira, usina hidrelétrica do Belo Monte, usina hidrelétrica no rio Teles Pires. Quantos rios tem que morrer? Quanta floresta precisa morrer? Quantos povos precisam morrer para dar espaço para essas multinacionais que nem conhecem o espiritual, que nem conhecem pássaro, remédio, não conhecem a cultura, não conhecem nada?” - Alessandra Munduruku

Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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