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A Amazônia segundo Lúcio Flávio Pinto

Grileiros, madeireiros, empresários e desembargadores na guerra final do mogno

Amazonia Real Por Lúcio Flávio Pinto Publicado em: 04/04/2024 às 12:50
Lúcio Flávio
Lúcio Flávio Pinto

Lúcio Flávio Pinto é jornalista desde 1966. Sociólogo formado pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em 1973. Editor do Jornal Pessoal, publicação alternativa que circula em Belém (PA) desde 1987. Autor de mais de 20 livros sobre a Amazônia, entre eles, Guerra Amazônica, Jornalismo na linha de tiro e Contra o Poder. Por seu trabalho em defesa da verdade e contra as injustiças sociais, recebeu em Roma, em 1997, o prêmio Colombe d’oro per La Pace. Em 2005 recebeu o prêmio anual do Comittee for Jornalists Protection (CPJ), em Nova York, pela defesa da Amazônia e dos direitos humanos. Lúcio Flávio é o único jornalista brasileiro eleito entre os 100 heróis da liberdade de imprensa, pela organização internacional Repórteres Sem Fronteiras em 2014. Acesse o novo site do jornalista aqui www.lucioflaviopinto.com.

12 Comentários

  1. Aida Terezinha Loureiro Morais disse:

    Muito triste..acho precisa medidas drásticas.Prender sem saidinhas,sela especial,divulgar como exemplar.So que não, politicamente incorreta,interesses dos políticos brasileiros e por aí..resto foi dito.E o Brasil ladeira abaixo!!!

  2. José Bismarck Chixaro disse:

    Artigo muito de Lúcio, onde aponta o processo e os métodos de exploração da riqueza amazônia e suas mazelas deixadas pela ganância indiscriminada das madeireiras, garimpeiros, fazendeiros e grileiros. A região Sul do Amazonas começa virar terra sem lei. O poder público é ausente e tudo vira um balaio de gato. Faltou o jornalista Lúcio reportar sobre uma questão sensível, a vivência dos povos originários que estão do meio do fogo cruzado. Quem sabe essa questão mereça mais atenção.

  3. Rauzen Arruez disse:

    Bom fim de semana a todos, realmente temos muitos recursos e por não ter ‘meios’ de mante-los, vá se vai com carimbos e certidões ‘devidos’, para que outros lucrem…ao povo ‘favas’!

  4. Carlos Chocrón disse:

    Um emérito estudioso da Amazônia e um jornalista por excelência.Um Homem ( Santareno) em quem se pode confiar.

  5. Alexandre Cesar disse:

    Nossa Amazônia sempre foi visitar pelos governos até hoje, com fins lucrativos e não preservativos. Nosso pau brasil foi extinto há muito tempo, nem se fala mais nele, e várias outras madeiras de lei. O mogno segue o mesmo caminho e ninguém fez e nem vai fazer nada, porque o que vale é lucrar.

  6. Arnaldo Lindoso disse:

    Verdade pura e crua, muito coerente. Eu como a parábola do beija-flor tentando apagar incêndio, tenho na minha propriedade no Maranhão, 400 árvores de Mogno Amazonico por mim plantados a 16 anos. Adultos, em ponto de corte, se eu tivesse a irresponsabilidade de abate-los. É pouco com o pouco que tenho é muito.

  7. Rizomar Rodrigues da Silva disse:

    No distrito de Lindóia no município de Itacoatiara AM há um plantio com mais de 2 décadas de mogno amazônico, licenciando e alto para venda e corte. Foi o primeiro plantio de mogno legalizado no Brasil!

  8. Rizomar Rodrigues da Silva disse:

    Há estudos comparativos importantes do mogno em relação a outras madeiras e plantios ao redor do mundo. Hoje o plantio é viável aplicando os tratamentos silviculturais corretos. Inclusive um artigo atualizado da qualidade da madeira e volumetria em Plantios já foi publicado: Qualidade da madeira Swietenia macrohylla em plantio na Amazônia central

  9. Misulam disse:

    A grilagem é a forma mais absurda de ferir o meio ambiente me refiro as áreas de igarapés que são aterradas para aumentar áreas loteadas por toda as cidades do Amazonas com a anuência dos servidores públicos em especial aqueles que deveriam zelar pelo direito do estado, as vítimas dos grileiros tbm sofrem muito por não ter como se defenderam e perdem suas moradias para doc. Fraudado por promotores do estado e protegidos por desembargadores.

  10. Paulo disse:

    Isso aconteceu e ainda acontece com outras espécies de madeiras, tipo Ipê, jacarandá, e tantas outras. Os interesses são muitos, e muita gente envolvida. Acho que nunca vai acabar. Impecável essa descrição, lembro ter lido algum tempo atrás, mais de 20 anos, que esse sr Sr Cecilio Almeida, proprietário da CR Almeida, era o maior latifundiário do mundo, e se não me engano, foi até senador pelo Amapá.

  11. Severino leite Diniz disse:

    Muito claro e absolutamente real este artigo até hoje a bandidagem grileiros continua a invadir terras públicas na Amazônia e destruir a natureza e roubar as riquezas naturais daquela região uma vergonha para os nossos governantes porquê está bandidagem aposta sempre na impunidade e conivência de algumas autoridades corruptas

  12. Josias Favacho disse:

    Lúcido e oportuno artigo do grande jornalista Lúcio (lúcido)Flávio Pinto
    Quiçá os responsáveis pela organização da COP 30 tenham sensibilidade suficiente para o debate necessário, grifado na dica deixada pelo autor na última frase do excelente texto: (Amazônia), o que ainda poderá ser?

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