“Já escapei muito de morrer”

Maria Leusa Kaba Munduruku alerta que a atividade do garimpo ilegal não cessou; no Pará, continuam as invasões aos territórios dos povos Munduruku e Kayapó, ainda sem uma operação federal como a atual na Terra Indígena Yanomami. Na imagem, área […]

Em sobrevoo realizado entre os dias 17 e 19 de outubro de 2021, o Greenpeace Brasil flagrou cenas de destruição causadas pelo garimpo ilegal dentro das Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza, no Pará. Desde 2016, o garimpo ilegal já destruiu pelo menos 632 quilômetros de rios dentro desses dois territórios. Este nível de destruição é equivalente àquele que a Vale infringiu ao Rio Doce na tragédia de Mariana - que impactou diretamente 663 quilômetros de rios. O monitoramento mostrou ainda que, nos últimos cinco anos, houve um aumento de 2.278% na extensão de rios destruídos nessas Terras Indígenas. O monitoramento feito pelo Greenpeace encontrou também 16 pistas de voo abertas - e pelo menos 12 delas estão ligadas à atividade garimpeira (Foto: Chico Batata/Greenpeace)
Amazonia Real Publicado em: 07/02/2023 às 16:21
Por da Amazônia Real
Metodologia
Esta reportagem foi motivada pelos índices alarmantes das áreas de garimpo ilegal de ouro no estado do Pará, levantados pelo Instituto MapBiomas, os quais incidem potencialmente sobre territórios indígenas que se encontram nos limites geográficos do Pará. Segundo aponta o último relatório do MapBiomas, o Pará é o estado com maior número de áreas de garimpo no Brasil e a maior parte está localizada em Terras Indígenas e áreas de conservação ambiental.
Citações
“A omissão do estado com os Munduruku, com os Yanomami e com os Kayapó é algo que revolta a gente porque já faz tempo que a gente vem denunciando essas invasões de garimpeiros. Isso piorou muito no governo do Bolsonaro porque parece que a gente não tinha pra quem falar”, conta Maria Leusa Kaba Munduruku, uma das principais lideranças indígena contra a garimpagem no alto rio Tapajós, no Pará.

Links: https://amazoniareal.com.br/garimpeiros-impedem-indigenas-munduruku-de-irem-a-brasilia/

https://amazoniareal.com.br/autodemarcacao-munduruku/

https://amazoniareal.com.br/estao-enganando-nosso-povo-diz-maria-leusa-munduruku-lideranca-que-teve-casa-incendiada-por-garimpeiros/

https://amazoniareal.com.br/garimpeiros-atacam-aldeia-e-incendeiam-casa-de-lideranca-munduruku/

https://youtu.be/qs1edV36iqY

https://amazoniareal.com.br/garimpeiros-barram-operacao-da-pf-no-para-e-indigenas-sao-abandonados/

https://amazoniareal.com.br/estudo-revela-contaminacao-por-mercurio-de-100-dos-munduruku-do-rio-tapajos/

https://amazoniareal.com.br/maranhao-registra-tres-assassinatos-em-terras-indigenas-em-apenas-uma-semana/

https://amazoniareal.com.br/cerco-a-garimpeiros/
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Cícero Pedrosa
Cícero Pedrosa Neto

Cícero Pedrosa Neto é repórter multimídia e colaborador da agência Amazônia Real desde 2018, atuando em temas relacionados ao meio-ambiente, impactos sociambientais da mineração, populações quilombolas, populações indígenas e conflitos agrários. Em 2019 foi um dos jornalistas premiados com o 41º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humano na categoria multimídia com a série “Sem Direitos: o rosto da exclusão social no Brasil”, um trabalho colaborativo entre mídias digitais independentes: #Colabora, Ponte Jornalismo e Amazônia Real. Foi bolsista do Rainforest Journalism Fund | Pulitzer Center em 2020. É fotógrafo, documentarista, roteirista, podcaster e mestre em sociologia e antropologia pela Universidade Federal do Pará. ([email protected])

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2 Comentários

  1. Luciene quilombo Barcarena disse:

    Deus no dei sabedoria pra nós continuar pela luta pela resistência de nosso povo parabéns pela matéria

  2. José Fernando Marques disse:

    Muito bom o trabalho de reportagem, minucioso, abrangente. Parabéns. Por favor, continuem.

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