Mulheres indígenas denunciam racismo em escola de Rondônia

Elas foram acusadas de invadir o prédio público, em Porto Velho, considerado território ancestral do povo Mura. Grupo foi ao local para fazer ritual e aponta perseguição. Na registro acima, Márcia Mura (ao centro) junto a outras mulheres indígenas (Foto: […]

Murciá Murá junto a outras mulheres indígenas em atividade pedagógica relacionada ao Dia Internacional da Mulher Indígena. (Foto: frame retirado de vídeo/ Movimento Plurinacional Wayrakuna)
Amazonia Real Publicado em: 12/09/2023 às 17:12
Por da Amazônia Real
Metodologia
 

A pauta foi sugerida pela editoria da Amazônia Real, em razão do possível racismo denunciado pela liderança Márcia Mura contra mulheres indígenas de várias etnias em Porto Velho, Rondônia, em uma escola estadual. As entrevistas foram feitas de forma remota, por meio de ligação e mensagens. A reportagem procurou a Secretaria de Educação de Rondônia por e-mail.


Links


https://amazoniareal.com.br/especiais/marcia-mura/


https://sul21.com.br/noticias/educacao/2021/10/professora-e-removida-de-escola-publica-por-insistir-na-tematica-indigena/

Citações
 

“Eu falei durante o ato que ali tinha uma roça do meu tio-avô e da minha tia-avó. No lugar onde é a escola, quando foram fazer escavações, encontraram vários pães indígenas enterrados. Essa é uma prática que nossos antepassados faziam de enterrar esse pão que é feito de milho, para poder conservar, e quando eles voltavam encontravam esse milho dentro da  terra. Isso mais do que comprova que ali é território indígena ancestral e fizemos uma demarcação simbólica naquele lugar balançando o maracá” - Márcia Mura, educadora, escritora e liderança indígena.

Local de Cobertura
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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