Meio Ambiente

Rumo à COP 21, governador do Amazonas defende uso de motosserra na floresta

Por Kátia Brasil Publicado em: 02/12/2015 às 23:01
Rumo à COP 21, governador do Amazonas defende uso de motosserra na floresta
Kátia
Kátia Brasil

Kátia Brasil é jornalista formada pela Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, em 1990. Tem experiência em jornal, rádio, e TV em pautas investigativas de política, economia, direitos humanos e meio ambiente. Em março de 1990 mudou-se para a Amazônia. Em Roraima trabalhou no O Estado de Roraima (1990), A Gazeta de Roraima (1991-1992), TV Educativa (1992-1993) e no O Globo (de 1991 a 1994). No Amazonas, onde reside, trabalhou no Amazonas Em Tempo (1993 a 1995), TV Cultura (de 1995 a 1996), O Estado de S. Paulo (de 1994 a 2000) e Folha de S. Paulo (de 2000 a 2013). Entre os prêmios que ganhou está o Esso de Jornalismo Região Norte com reportagem “Bandeira do Brasil Hasteada na Fronteira”, publicada pelo jornal A Gazeta de Roraima. É cofundadora e editora-executiva da agência Amazônia Real. ([email protected])

2 Comentários

  1. Avatar JOSE DE SOUZA ALVES FILHO disse:

    A irresponsabilidade governamental nesse Pais se alastra de Brasilia a Minas Gerais, descendo por rios, Mata Atlântica e Floresta Amazônica, os governantes confundem o papel de Administradores Públicos, eleitos pela confiança do povo e pelo voto e acham que são donos de tudo que esta pela frente, como Petrobrás, Rio Doce e Amazônia.
    Os Orgãos Governamentais obedecem a política de licenciamento irresponsável, sem acompanhamento, vistoria, cuidados primários e sem medir a própria capacidade de fiscalização.
    A pouco assistimos o DNPM, ao ver a desgraça autorizada em Minas Gerais, executada pela Mineradora Vale (que antes era Vale do Rio Dôce) acabou com o Rio Dôce e ficou só VALE, disse ele “estamos sucateados não temos capacidade de fiscalizar os processos de licenciamento com 20 fiscais”, retrato do descaso governamental…resolve o Diretor :” Eu me demito”, como se assim pudesse fugir de cena de uma responsabilidade que era também sua.
    Hoje depois de muitos séculos possuimos não um mar vermelho, como o da Bíblia, más um mar de LAMA devidamente autorizado e não fiscalizado, por que com encargo público deixaram de fazer o que era dever funcional, e assim sendo devem todos serem responsabilizados na proporcionalidade da culpa, pelo maior desastre ambiental ocorrido desde o descobrimento deste País.
    Vender o que se tem de riquezas,não significa nada quando se compromete a vida do povo, seu bem estar e a qualidade de vida do planeta.
    Estar entre os maiores do mundo é antes de mais nada saber que precisamos preservar a nós mesmos e oferecer nossas riquezas de forma racional, responsável e sustentável, mantendo as fontes e suas origens.
    Ir para um encontro mundial de meio ambiente, com a idéia de que a Amazônia é sua e que o cargo público que ocupa lhe da poderes para derrubá-la e destruí-la a golpes de motossera é a um só tempo demonstrar a incapacidade racional do que se pode fazer, do que se vai fazer e suas consequências para as gerações futuras.
    Ilustrissimo Senhor Governador, sai de Brasilia a dois meses, nasci lá, tenho 51 anos, 31 deles como servidor público federal, 17 de Corregedoria, 06 no combate ao tráfico de animais silvestres, vim para a Amazônia com o desafio de ajudar na preservação e não serão declarações como as suas, nem Decretos como os que Vossa Senhoria assinou, que me farão desistir dos meus sonhos, sou Brasileiro e muitos de meus irmãos Brasileiros já perderam a vida por esse ideal, pasma-me que um Administrador Público se ache no direito de tomar decisões que comprometem a vida do planeta,,,,Mas existe algo de bom nisso tudo, nunca nos encontraremos pois nossos sonhos e nossos caminhos são opostos, gostaria de lhe desejar sucesso, mas a minha responsabilidade, a minha consciência ambiental e o planeta me pedem para que eu jamais lhe deseje isso.

  2. Avatar Bartolomeu Silva disse:

    O governador quer os 17 bi para comprar as motosserras e dar para os amazonenses desmatarem.

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