Meio Ambiente

El Niño “Godzilla” afeta norte da Amazônia com seca prolongada

01/03/2016 23:36

Em Roraima, os focos de incêndios atingem reservas ecológicas e indígenas. No Amazonas, o lago da hidrelétrica de Balbina  secou deixando as famílias isoladas por via fluvial. (Foto: Alberto César Araújo/AmReal)

 

Por Fábio Pontes, especial para Amazônia Real

No norte da Amazônia uma estiagem incomum causa uma seca prolongada. Em quatro cidades do Estado do Amazonas, a população ribeirinha, que depende da navegabilidade dos rios, está sendo obrigada a caminhar longas horas por leitos de igarapés secos e cursos d´água impróprios para a navegação. Grandes incêndios florestais em Roraima comprometem a qualidade do ar em 13 municípios, que também sofrem com a falta de água potável.

No final de 2015, os cientistas já previam a atual condição climática destas regiões. Segundo eles, o responsável é um fenômeno El Niño mais intenso, chamado de “Godzilla” – em alusão ao nome do monstro gigante que se tornou popular nos filmes japoneses – mas que serve para chamar a atenção do poder público para os danos socioambientais e econômicos trazidos pelo fenômeno.

No último dia 18, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um alerta da Organização Meteorológica Mundial (OMM) dizendo que o super El Niño atingiu seu ápice nos meses de dezembro e janeiro, mas o fenômeno climático deve se dissipar apenas em junho. Até lá, o El Niño continuará provocando enchentes extremas em algumas partes do mundo e secas extremas em outras, como acontece no norte da Amazônia.

O fenômeno climático El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico. O ecólogo Philip M. Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi um dos cientistas que previram um quadro difícil para o clima amazônico com o atual evento.

“Esse ano tem um El Niño grande porque já aumentou 3º Celsius a temperatura da água na superfície do Oceano Pacífico, talvez até bem mais do que isso. E é este aumento que dá o gatilho para a formação do El Niño. Além de ser mais quente [em comparação com os fenômenos passados] a temperatura do oceano subiu mais rapidamente do que os outros, e é isso que nos leva a pensar que seria o El Niño Godzilla, muito destrutivo. O El Niño tem provocado grande seca na parte norte da região e mais chuvas na parte sul da Amazônia”, disse Philip Fearnside, que em 2007 foi um dos cientistas que recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).

 

A frequência do fenômeno climático

No final de 1997 e início de 1998, o clima de Roraima foi afetado por um super El Niño. Segundo pesquisas dos cientistas Philip Fearnside e Reinaldo Imbrózio Barbosa, o fogo consumiu uma faixa estimada em 38.144 km2 em Roraima, incluindo tanto floresta e savana (lavrado). No Pará, os incêndios destruíram 15 mil km2 de floresta, segundo estudo da geógrafa e pesquisadora Ane Alencar, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). 

Em outro biênio, 2002-2003, também sob influência do El Niño mais intenso, foram devastados pelo fogo de 2.000 a 2.500 km2 de florestas em Roraima, diz Philip Fearnside.

Conforme o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU, as mudanças climáticas (nas chuvas, ventos e na temperatura) podem ter causas naturais, mas há 90% de certeza que elas são consequência da atividade humana. O aumento da temperatura média global da superfície da Terra, chamado de aquecimento global, está relacionado com a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), diz o estudo.

Na grande seca no biênio 1997-1998, segundo Philip Fearnside, a maior parte dos incêndios florestais e, posteriormente a emissão de GGE, teve relação direta com a ocupação irregular e os desmatamentos.  “Na Amazônia, você tem cada vez mais gente usando mais fogo, mais estradas penetrando a floresta e também muito mais exploração madeireira que contribuem para estes grandes impactos”, disse Fearnside.

De acordo com o ecólogo do Inpa, as secas recordes dos rios amazônicos de 2005 e 2010 não tiveram relação com o El Niño, mas com o aquecimento das águas do Atlântico Norte.

“A grande seca de 2005 atingiu, inclusive, o Acre com grandes incêndios florestais. Esse foi um outro tipo de seca provocado pelo aquecimento do Atlântico, mas ninguém, dentro da memória humana,  lembra de incêndios florestais no Acre, diferente de Roraima”, disse.

Sobre o futuro, o cientista Philip Fearnside é categórico ao afirmar que as mudanças climáticas vão contribuir para novos “Godzillas” surgirem. “As mudanças climáticas estão levando a mais El Niños grandes, não que seja mais frequente ter algum El Niño, mas os grandes são mais frequentes. O aquecimento global tem culpados, a culpa de cada país e de cada pessoa”, afirmou.

“As pesquisas têm mostrado que o aquecimento global está provocando estes grandes El Niños. E isso vai continuar acontecendo no futuro, e com grandes impactos na Amazônia”, completou Philip Fearnside.

 

Os extremos do clima 

A água secou no leito do lago de Balbina (AM). (Foto: Alberto César Araújo/AmReal)

A água secou no leito do lago de Balbina (AM). (Foto: Alberto César Araújo/AmReal)

O climatologista peruano, radicado no Brasil, José Marengo, é mais cauteloso com relação à influência das mudanças climáticas sobre o intenso El Niño. Ele é chefe da Divisão de Pesquisas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

“Seriam necessárias mais pesquisas para afirmar que o El Niño mais intenso tem relação com o aquecimento global. As secas de 2005 e 2010, por exemplo, não tiveram relação com o El Niño, mas causaram impactos bem maiores. A grande estiagem vivida naqueles anos foi ocasionada por menos umidade do Atlântico Norte chegando à Amazônia”, disse José Marengo, que também é membro do IPCC.

Para o climatologista, a falta de comparações com períodos mais longos da história sobre o comportamento do clima na Terra impossibilita afirmar com segurança científica se o aumento da intensidade do El Niño tem relação com o aquecimento global.

Na avaliação do cientista, o fenômeno El Niño poderá ser mais intenso por algum grau de influência das mudanças no clima, aliado ao desmatamento. Mas, o que os estudos realizados até o momento confirmam é que o clima na Amazônia tem tido mais extremos com a ocorrência de grandes enchentes e secas.

Marengo diz que é precipitado atestar que o atual El Niño tenha superado o do biênio 1997-1998 quanto aos impactos na região, especialmente de Roraima, como defendem alguns cientistas. Segundo ele, a diferença mais perceptível é a da elevação das temperaturas agora, em comparação com o fenômeno de 18 anos atrás.

“Essa superação pode acontecer se os níveis dos rios [da Amazônia] atingirem cotas abaixo das registradas no último grande El Niño”, afirma o climatologista, que discorda do nome “Godzilla” uma vez que o atual fenômeno ainda não se confirmou como o maior da história.

De acordo com Marengo, o El Niño de 2016  já alcançou sua intensidade máxima entre os meses de dezembro e janeiro, mas as consequências prosseguirão. “Seus efeitos daqui até maio serão de chuvas abaixo do normal para o período. Mas, os impactos como altas temperaturas e níveis baixos dos rios ainda vão continuar”, diz.

Quanto à contribuição do desmatamento para o desequilíbrio do clima na Amazônia, Marengo diz não ser possível fazer correlação entre a destruição da floresta com o nível das chuvas.

“É lógico que o desmatamento complica a situação [do clima] pois ele contribui para o aumento na liberação de gases do efeito estufa, mas não é possível dizer que o aumento ou a redução das chuvas tem relação direta com o desmatamento”, afirmou José Marengo.

 

Incêndios recorrentes nas florestas

Brigadista combatendo o fogo na região do Catrimani, na TI Yanomami, em Roraima. (Foto:Prevfogo/IbamaRR)

Brigadista combatendo o fogo na região do Catrimani, na TI Yanomami, em Roraima. (Foto:Prevfogo/IbamaRR)

Até o momento, nem os pesquisadores e nem as autoridades ambientais disponibilizaram o número total de florestas devastadas na atual seca em Roraima. A estação começa no mês de  setembro e termina em março. Mas, conforme o Monitoramento de Queimadas do Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a situação dos focos de incêndio é grave.

De setembro de 2015 a fevereiro de 2016, o monitoramento do Inpe registrou 2.764 focos de incêndios – 125% a mais em relação ao mesmo período de 2014 a 2015, com 1.229 ocorrências.

O mês de janeiro deste ano foi o mais crítico, com 1.754 focos de incêndios. Em fevereiro, eles caíram para 168 registros.

Já a Defesa Civil de Roraima diz que o Corpo de Bombeiros realizou 758 ações de combate a queimadas florestais neste mês. Em janeiro, o pico chegou a 17 mil focos. Na última sexta-feira (26), o Estado recebeu um reforço de 60 bombeiros da Força Nacional para combater os incêndios. O Ministério da Defesa enviou 124 toneladas de alimentos para ajuda humanitária à população atingida.

 

 A previsão de alto risco em Roraima

Dados comparativos

Dados comparativos do monitoramento das queimadas realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

 

 Segundo o pesquisador Alberto Setzer, coordenador do Monitoramento de Queimadas e Incêndios do Inpe, historicamente o mês de março é de maior ocorrência de focos incêndios em Roraima. Não há dados do Inpe para os focos na seca de 1997-98. Mas no biênio 2002-2003 os focos somaram 2.417 focos ocorrências na região.

“Em janeiro/2016 os focos foram acima da média (1.754). Em fevereiro/2016 foram muito abaixo devido à atuação das autoridades (168). Para as três primeiras semanas de março/2016 a previsão é de risco de fogo alto em Roraima, conforme modelos numéricos de previsão, e dentro de suas limitações”, disse o pesquisador. Veja os dados aqui.

Para Alberto Setzer, a incidência do fogo nas florestas tem relação direta com os impactos das ações humanas, entre elas, o desmatamento.

“A questão não está tanto na situação climática que com alguma frequência ocorre. Isso [o El Niño] não é novidade nenhuma, e no futuro teremos coisas como essas. O clima não é o culpado por isso, ele apenas cria as condições que favorecem o uso e a propagação do fogo, e se chega ao verdadeiro culpado disso tudo que é o ser humano, somos nós as pessoas”, afirma o coordenador do monitoramento do Inpe.

O pesquisador atribui à ação humana o aumento gradativo do número de focos de incêndio observado em Estados da Amazônia Legal, que até bem pouco tempo não conviviam com este problema com tanta intensidade. Este contexto, segundo  ele, está relacionado ao desmatamento em grande escala, que, historicamente, por razões dos impactos causados pelo agronegócio, mineração, abertura de estradas, etc, eram mais “comuns” em Estados como Pará, Mato Grosso, Tocantins ou Maranhão.

Um dos exemplos disso é o Estado do Amazonas. Alberto Setzer diz que, em 1998, quando o mundo ainda vivia as consequências daquele que ainda é considerado o El Niño mais intenso já registrado, o Estado teve 945 registros de focos de incêndios. Em 2015, disse o cientista, na área central do Amazonas foram registrados índices históricos com 15.170 focos de incêndio. 

 

O volume de chuvas abaixo do normal

Famílias buscam água na Comunidade Indígena do Anzol, em Roraima. (Foto: Jorge Macêdo/AmReal)

Famílias buscam água na Comunidade Indígena do Anzol, em Roraima. (Foto: Jorge Macêdo/AmReal)

A situação crítica da estiagem e incêndio florestais em Roraima levou o governo estadual a decretar situação de emergência em 13 dos 15 municípios roraimenses. Nas duas estações monitoradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os dados mostram que as chuvas estão abaixo da média. Em Boa Vista, o normal seria chover de 4,0 milímetros (mm) a 30 mm no mês de fevereiro. No entanto, de 1º até o dia 26, choveu apenas 28,5 mm.

Na estação de Caracaraí, onde a média é de 18 e 64 mm para este mês, o total de precipitações mensal foi de 37,2 mm.
“Como estamos sob o efeito do fenômeno climático El Niño, este dificulta a formação de nuvens e por consequência no volume das chuvas em grande parte da Amazônia”, diz o meteorologista do Inmet, Gustavo Ribeiro.

Da população de Roraima estimada de 320.714 habitantes (dados do IBGE), 73 mil moradores foram afetados pela seca e o abastecimento de água potável foi comprometido, segundo a Defesa Civil Estadual.

Foi na capital que se registou o nível mais baixo do rio Branco. Em 8 de fevereiro, ele atingiu -57 centímetros, o menor em relação a última grande seca, registrada em 22 de fevereiro de 2015 com 2 cm, segundo o Serviço Geológico do Brasil, período já sob o efeito do El Niño “Godzilla”.  Até então a vazante histórica do rio Branco havia acontecido em 2003, quando o nível atingiu -10 cm. Não há dados da vazante de 1998.

“Uma situação como esta que Roraima está vivendo hoje talvez só se compare com aquela grande seca de 1998, influenciada também pelo El Nino. Tivemos um ano de 2015 com chuvas abaixo da média, e as previsões apontam que os próximos meses também serão de escassez”, afirma Rogério Campos, diretor da Fundação de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima, Estado onde o fogo atingiu terras indígenas, entre elas, a dos Yanomami. Leia mais aqui.

 

A falta de água nas comunidades

Homens cuidam da caixa d´água a espera do carro-pipa na Comunidade Boa Esperança (AM). (Foto: Alberto César Araújo/AmReal)

Homens cuidam da caixa d´água a espera do carro-pipa na Comunidade Boa Esperança (AM). (Foto: Alberto César Araújo/AmReal)

No norte do Amazonas, as cidades mais afetadas pela estiagem prolongadas são as banhadas pelos afluentes do Baixo Rio Negro: Presidente Figueiredo; e Alto Rio Negro: Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Cerca de 50 mil pessoas atingidas pela seca estão recebendo ajuda humanitária, como alimentação, água potável e medicamentos.

A Defesa Civil Estadual reconheceu a situação de emergência decretada pelas prefeituras dos quatro municípios, sendo que Barcelos está sob emergência também pelos incêndios florestais. No município, a média de chuvas para o mês de fevereiro é de 106 mm a 205 mm, diz o Inmet, mas choveu apenas 50,6 mm.

Em São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com a Colômbia, o nível do Alto Rio Negro chegou ao seu limite mínimo com 3,95 metros, em 12 de fevereiro, a pouco mais de 65 centímetros de atingir a vazante histórica de 1992, que foi de 3,30 m. Com o leito baixo, a população enfrenta problemas de desabastecimento de alimentos e de deslocamentos pelo rio. Lá, as chuvas estão escassas: o normal para fevereiro é de 190 mm a 279 mm. O Inmet registrou 157,9 mm de chuvas abaixo da média.

No município de Presidente Figueiredo, Região Metropolitana de Manaus, os registros de incêndio florestais aumentaram de seis ocorrências para mais de 350 nos primeiros 30 dias de 2016. As águas praticamente desapareceram dos lagos e afluentes do rio Urubu, deixando mais de 11.735 pessoas afetadas pela falta de água. Leia mais aqui.

O governo do Amazonas anunciou que disponibilizou recursos na ordem de R$ 1,8 milhão para ações de combate a queimadas nas florestas no Estado. Para 2016, a Defesa Civil terá um orçamento de R$ 30 milhões para as ações de contingência e auxílio aos 62 municípios que venham a sofrer algum tipo de impacto com a seca ou enchentes.

 

A interferência no ciclo das cheias

O rio Negro durante a cheia de 2014 (Foto: Alberto César Araújo)

O rio Negro durante a cheia de 2014 (Foto: Alberto César Araújo)

O El Niño “Godzilla” é também o responsável por chuvas abaixo da média na região central e sul da Amazônia, área que está no período do “inverno amazônico” (ou das chuvas) e das cheias dos rios. Devido à escassez, na estação do Porto de Manaus, o Serviço Geológico do Brasil registrou, em vez de uma subida normal das águas para o período, uma vazante anormal do nível do rio Negro (em Manaus), considerada atípica.

No dia 12 de fevereiro, o nível do rio Negro na capital amazonense marcou 19,91 metros, menos 2,53 metros em relação a mesma data no ano de 2010, quando o nível atingiu 22,44 metros na enchente. Já no fim de fevereiro o Negro em Manaus voltou a subir, com uma tímida recuperação de 4 centímetros.

“Este forte El Niño acabou interrompendo uma série de cheias históricas aqui na região. Desde 2009 nós temos tido cheias acima da média. Foi assim em 2008, 2012, 2013, 2014 e 2015. Provavelmente este ano o El Niño vai interromper este ciclo de cheias grandes”, diz o geólogo Marco Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil (sigla CPRM), no Amazonas.

Oliveira também confirma as previsões dos climatologistas para a duração do fenômeno intenso El Niño e no desequilíbrio nos níveis das chuvas na Amazônia. “Apesar do El Niño ficar mais brando ao fim do primeiro trimestre, as consequências sobre o clima da região podem perdurar até maio e junho. Ou seja, o El Niño terá efeitos durante todo o período do inverno, e isso terá um impacto direto no nível dos rios”, afirmou o superintendente.

 

Leia as próximas reportagens da série:

El Niño Godzilla: O rumo da seca no lago de Balbina (AM)

El Niño Godzilla: Fogo invade terras indígenas em Roraima

El Niño Godzilla: Tuxaua culpa madeireira pela escassez de água na comunidade do Anzol (RR)

 

Esta reportagem especial faz parte da segunda fase do projeto “Amazônia Real – promovendo a democratização e liberdade de expressão na região amazônica” e recebe financiamento da Fundação Ford, por meio do programa “Promovendo Direitos e Acesso à Mídia”.

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