Petroquímica de bilionário é investigada por vazamento de gás tóxico em Manaus

A Videolar-Innova, indústria do bilionário Lirio Parisotto, provocou uma emergência química de alto risco em Manaus devido ao vazamento do gás tóxico estireno em uma unidade situada na Zona Franca. O incidente gerou pânico generalizado e forçou o fechamento de 19 escolas e diversas indústrias vizinhas por risco de contaminação. As autoridades de saúde já contabilizaram 211 atendimentos médicos de moradores com sintomas como falta de ar, náuseas e desmaios. Como punição pela gravidade dos danos, a Prefeitura de Manaus aplicou uma multa de R$ 4,5 milhões contra a petroquímica. O Ministério Público investiga agora as responsabilidades da empresa de Parisotto, cujo patrimônio pessoal é estimado em R$ 14,1 bilhões. Até o momento o orgão estadual, Ipaam, não multou a empresa.

Série fotográfica "Crônica de um vazamento: suspenso no ar" sobre o vazamento de gás estireno na fábrica Innova, em Manaus (Foto: Raphael Alves cedida para a Amazônia Real).
Amazonia Real Publicado em: 17/07/2026 às 18:48
Por e da Amazônia Real
Metodologia
 


  1. Origem e metodologia: A reportagem foi produzida a partir da repercussão do vazamento de monômero de estireno ocorrido na petroquímica Videolar-Innova, no Distrito Industrial I, em Manaus, e dos relatos de moradores e trabalhadores sobre os impactos do acidente. O acidente ocorreu na quarta-feira (15 de julho).




  2. Apuração: A apuração foi realizada de forma remota, com entrevistas a moradores das zonas sul e centro de Manaus, bairros Japiim, Centro e Betânia, além  de pedidos de posicionamento do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM). Foram analisadas as notas oficiais e respostas encaminhadas pelo Governo do Amazonas, Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, Defesa Civil, Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). A nota pública da empresa Videolar-Innova também foi usada.



Citações



"Senti muito enjoo e dor de cabeça. Fui ao posto de saúde perto de casa e acabei fazendo uma inalação. No dia seguinte, percebi que o enjoo que eu estava sentindo não era normal" - Fabíola Silva, moradora da Betânia


"A gente começou a sentir esse cheiro de gás no fim da tarde de quarta-feira e ele permaneceu até por volta das 20h de quinta-feira. Às vezes amenizava, mas depois voltava com mais intensidade. A sensação era de estar pintando um quarto com tudo fechado e o ar-condicionado ligado, de tão forte que estava o cheiro. Tivemos que fechar a casa toda e ficar de máscara aqui dentro" - Clara Beatriz Oliveira, moradora do Centro


https://www.innova.com.br/


https://www.innova.com.br/quem-somos//#ficha-cadastral


https://fas-amazonia.org/fas-confirma-presenca-em-forum-internacional-de-sustentabilidade/


https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/07/16/empresa-e-multada-em-r-45-milhoes-apos-vazamento-de-gas-toxico-em-manaus.ghtml


https://www.manaus.am.gov.br/noticia/operacao/monitora-e-autua-empresa-apos-vazamento-de-gas-estireno/


https://www.instagram.com/p/Da1quvSRjJ1/?igsh=MXAxZXg1NjZkMmt0aA==


 

https://www.instagram.com/p/Da4XNxGFtri/?igsh=enFpd2xzMGR4bzVx


https://d24am.com/amazonas/morte-de-morador-apos-relatar-inalacao-de-gas-em-manaus-e-investigada/


 

https://www.mpam.mp.br/comunicacao/noticias/mp-do-amazonas-instaura-procedimento-para-apurar-acidente-em-fabrica-do-distrito-industrial


 
Local de Cobertura
Nicoly
Nicoly Ambrosio

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

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