Decisão dos parlamentares, em represália ao governo Lula, restabeleceu trechos do “PL da Devastação”, ampliando autolicenciamento, reduzindo exigências ambientais e ameaçando territórios indígenas e biomas brasileiros.
Decisão dos parlamentares, em represália ao governo Lula, restabeleceu trechos do “PL da Devastação”, ampliando autolicenciamento, reduzindo exigências ambientais e ameaçando territórios indígenas e biomas brasileiros.
As quebradeiras de coco babaçu Antônia Ferreira dos Santos, 53 anos, e Marly Viana Barroso, 71 anos, foram assassinadas, com marcas brutais de violência de gênero, no dia 3 de novembro, em Novo Repartimento, no Pará. O caso repercutiu e causou clamor nos movimentos de mulheres e sociais na Conferência do Clima, o que acelerou as investigações. Um suspeito foi preso e, segundo a polícia, confessou o crime.
Movimentos quilombolas e afrodescendentes denunciam exclusão nas negociações da COP30, que, de fato, não reconhecerá os quilombolas, segundo as últimas versões dos documentos oficiais.
Representantes de povos indígenas, extrativistas e quilombolas podem participar das reuniões com os negociadores, mas com a barreira linguística ainda estão impedidos de influenciar diretamente as decisões.
Sobe para 20 o total de terras indígenas homologadas durante o governo Lula desde 2023. Muitas delas aguardavam há dez anos, desde que foram declaradas como terras indígenas. Outras, contudo, ficaram de fora, como a TI Sawré Muybu, dos Munduruku.
Na COP30, lideranças indígenas exigem demarcação de terras, voz nas negociações climáticas e a revogação do decreto que privatiza rios na Amazônia.
Principal ato da sociedade civil na COP30 reuniu milhares de pessoas: povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e movimentos sociais; para reivindicar direitos territoriais, proteção ambiental dos biomas e ações efetivas contra a crise climática no planeta.
Extrativistas de todo o Brasil marcharam com mil porongas acesas em Belém para marcar os 40 anos do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e cobrar do governo reconhecimento e proteção de seus territórios.
Yellow Zones mobilizam crianças e moradores de periferias de Belém em atividades que unem cultura amazônica e consciência ambiental durante a COP30.
Na COP30, a cientista Sineia Wapichana afirma que garantir territórios indígenas é o passo inicial para a adaptação climática. O segredo está na união da ciência indígena com a tradicional.
Mulheres extrativistas da Amazônia se reunem na COP30 para denunciar a violência no campo, defender o direito à terra e cobrar justiça climática.
Enquanto líderes mundiais negociam o futuro climático dentro da Zona Azul, ativistas e defensores ambientais de diversos países se reúnem do lado de fora para denunciar violências e fortalecer alianças globais pela vida.
Lideranças presentes no evento deste sábado também questionam a eficiência do fundo lançado pelo governo do Brasil. “Deveria ser mais ousado”, diz Angela Mendes.
Mais de 3 mil indígenas da Bacia Amazônica vão discutir clima, território e autonomia em paralelo a programação oficial da COP30.
Enquanto líderes mundiais discutem o futuro do planeta, juventudes amazônidas denunciam a exclusão e exigem financiamento climático direto para quem realmente protege a floresta; lideranças defendem autodemarcação e adaptação.