Nicoly Ambrosio

Autor

É jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e fotógrafa independente na cidade de Manaus. Como repórter, escreve sobre violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas, racismo ambiental, cultura, arte e direitos das mulheres, dos negros e da população LGBTQIAPN+ do Norte. Em seu trabalho fotográfico, utiliza suportes analógicos, digitais e experimentais para registrar cenas da Amazônia urbana e de manifestações artísticas de rua marginalizadas, como a pixação e o graffiti. Desde 2018, participa de exposições de arte independentes e coletivas em Manaus. Já expôs trabalhos fotográficos no 10º Festival de Fotografia de Tiradentes (Tiradentes/MG, 2020) e na Galeria do Largo – Espaço Mediações (Manaus/AM, 2020). Recebeu o 1º Prêmio Neusa Maria de Jornalismo (2020), o Prêmio Sebrae de Jornalismo – AM na categoria Texto (2024) e o Prêmio Megafone de Ativismo na categoria Reportagem de Mídia Independente (2025). De 2020 a 2022, participou do projeto de Treinamento no Jornalismo Independente e Investigativo da Amazônia Real.

27/08/2026 às 19:16

Elaborado coletivamente por mais de 40 povos originários, o documento reúne orientações para combater estereótipos e práticas excludentes na cobertura das etnias e propõe uma relação mais próxima entre redações, jornalistas e comunidades indígenas. A Abrinjor, responsável pela publicação, também articula a distribuição do manual pelo país e a criação de uma formação acadêmica em jornalismo indígena.

19/08/2026 às 16:22

Em Audiência Popular, povos indígenas e tradicionais, agricultores, pescadores, moradores das periferias, mulheres, juventudes e movimentos sociais cobram do poder público ações permanentes para enfrentar os impactos da crise climática e os graves efeitos do calor extremo e das queimadas associados ao Super El Niño na região amazônica. Em Manaus, a temperatura já ultrapassou os 36°C e aumentou em 153% os incêndios florestais em bairros e na região metropolitana da capital amazonense.

11/08/2026 às 20:18

Um novo painel da Unicef mapeou os riscos climáticos e socioambientais na infância e adolescência no Brasil. Na região amazônica, quase metade dos municípios apresenta alta vulnerabilidade devido à degradação ambiental combinada à carência de infraestrutura básica. Eventos extremos, como secas, impactam severamente a saúde, a educação e o modo de vida das comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

23/07/2026 às 08:00

Os cientistas alertam para uma probabilidade de 81% de um fenômeno climático de intensidade severa atingir a Amazônia no último trimestre de 2026 e no início de 2027. Eles preveem que o aquecimento do Oceano Pacífico causará calor extremo, redução das chuvas e um aumento crítico dos incêndios florestais, ameaçando a saúde e a subsistência de populações vulneráveis. Embora estados como Amazonas, Acre e Roraima já tenham iniciado planejamentos e decretado emergências, críticos apontam a falta de detalhes práticos e recursos para proteger comunidades indígenas e ribeirinhas.

17/07/2026 às 18:48

A Videolar-Innova, indústria do bilionário Lirio Parisotto, provocou uma emergência química de alto risco em Manaus devido ao vazamento do gás tóxico estireno em uma unidade situada na Zona Franca. O incidente gerou pânico generalizado e forçou o fechamento de 19 escolas e diversas indústrias vizinhas por risco de contaminação. As autoridades de saúde já contabilizaram 211 atendimentos médicos de moradores com sintomas como falta de ar, náuseas e desmaios. Como punição pela gravidade dos danos, a Prefeitura de Manaus aplicou duas multas por emissão de gás tóxico, poluição do solo e do corpo hídrico, totalizando R$ 9,9 milhões contra a petroquímica. O Ministério Público investiga agora as responsabilidades da empresa de Parisotto, cujo patrimônio pessoal é estimado em R$ 14,1 bilhões. Após a publicação desta reportagem, o Ipaam decidiu multar à indústria em R$ 12,5 milhões por poluição atmosférica.

16/07/2026 às 08:00

As violações contra indígenas no sistema criminal amazonense são profundas e ocorrem desde o processo judicial até o cumprimento da pena, incluindo: negação da identidade étnica; barreiras linguísticas; falta de assistência; condições degradantes em delegacias; violência física e sexual extrema; e apagamento cultural e espiritual. A Apib protocolou um habeas corpus coletivo no STF buscando garantir o regime de semiliberdade ou prisão domiciliar para indígenas condenados.

09/07/2026 às 17:34

O documentário de Dandara Ferreira reúne registros exclusivos para reconstruir um dos períodos mais dramáticos da história do país. Em Manaus, cidade marcada pelo colapso do oxigênio, a sessão foi seguida por um debate sobre memória e justiça.

16/06/2026 às 16:13

Internado na UTI desde domingo (14), em Sinop (MT), o líder indígena Kayapó apresentou melhora significativa, segundo a equipe médica. Esta é a terceira internação do indígena neste primeiro semestre. O diretor-técnico do hospital, Douglas Yanai, declarou que o quadro de saúde do guerreiro é estável.

10/06/2026 às 08:44

Série histórica analisada pelo Atlas da Violência 2026 revela crescimento de exploração sexual, estupros e feminicídios contra mulheres e meninas indígenas no Brasil, enquanto lideranças da Amazônia Legal denunciam a relação entre crimes de gênero, invasão de territórios, falta de investigações dos casos e ausência do poder público.

02/06/2026 às 17:38

Após cinco dias de julgamento, a Justiça do Amazonas condenou Gil Romero Machado Batista a uma pena de prisão de 63 anos e José Nílson Azevedo da Silva a 17 pelo feminicídio de Débora da Silva Alves, de 18 anos e que estava a um mês de dar à luz a Arthur

26/05/2026 às 19:55

O estado, conforme dados do Ipea e FBSP, se destaca na Região Norte com 73 homicídios contra os povos originários no ano de 2024. Os crimes são motivados, na maior parte dos casos, pelo avanço do crime organizado e sua expansão para o interior da Amazônia. Facções criminosas, entre elas, o PCC, passaram a disputar territórios tradicionais para controlar economias ilegais, como o garimpo e crimes ambientais. Essa realidade é agravada por conflitos fundiários históricos e pela intensa pressão territorial sobre as terras protegidas.

20/05/2026 às 17:19

Para a população da Comunidade Quilombola Forte Príncipe da Beira, em Rondônia, que resistiu ao abandono da Coroa Portuguesa e à pressão do Exército Brasileiro, uma reserva ambiental, criada pelo governo estadual em 2018, representa um obstáculo crítico no caminho para a titulação definitiva, esperada para ser decretada pelo governo Lula ainda neste ano de 2026.