Em sua 22ª edição, o Acampamento Terra Livre articula resistência contra a exploração mineral nos territórios indígenas e impulsiona a estratégia de ampliar a presença originária na política brasileira
Em sua 22ª edição, o Acampamento Terra Livre articula resistência contra a exploração mineral nos territórios indígenas e impulsiona a estratégia de ampliar a presença originária na política brasileira
Segundo as lideranças, trens de minério sem licença circulam em trecho da Estrada de Ferro Carajás na TI Mãe Maria. Em denúncia ao MPF, eles afirmam que não foram consultados pela empresa e também relatam aumento de impacto ambiental, contaminação e aumento de doenças graves. Um laudo do Ibama indica degradação da qualidade da água e presença de metais pesados em peixes.
Desde a morte do indígena, considerado último de seu povo, a TI Tanaru, localizada em Rondônia, ficou sem destinação, sendo pressionada por fazendeiros, garimpeiros e madeireiros. O ‘Índio do Buraco’, após seu povo sofrer genocício, negou contato durante 26 anos. Ele ficou conhecido por morar em buracos que cavava em vários pontos do território Tanaru.
Cerca de 120 manifestantes dos povos Juruna, Xikrin, Xipaya, Arara, Kayapó, Parakanã e Kuruaya mantêm ocupação desde 23 de fevereiro para contestar a retomada do projeto de mineração de ouro da Belo Sun na Volta Grande do Xingu, após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que restabeleceu a licença de instalação do empreendimento
Lideranças indígenas temem aumento de ameaças após suspensão determinada pelo ministro Gilmar Mendes; conflito envolve assentamentos criados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) dentro da área demarcada em Rondônia
Mulheres indígenas, negras e ribeirinhas tomaram as ruas de Manaus no 8 de março para denunciar o feminicídio e as violências invisibilizadas na Amazônia — onde a taxa de mortes é 69% maior que a média nacional
Decisão ocorre após pressão de lideranças que ocupam o terminal da empresa Cargill, em Santarém (PA); movimento cobrava retirada da norma que incluía rios amazônicos no programa federal de desestatização.
Mobilização dos indígenas e apoiadores contra decreto governamental que abre rios amazônicos à concessão privada chega a um mês sob tensão crescente; lideranças mulheres denunciam hostilidade e repressão contra o movimento. Nos últimos dias, a mobilização cresceu, recebendo apoio de outros povos indígenas, que exigem a revogação do decreto e não apenas a suspensão.
Organizações e lideranças indígenas denunciam que a obra de manutenção no rio Tapajós avança sem licenciamento ambiental e consulta prévia, ampliando a pressão do agronegócio sobre povos e territórios tradicionais
Populações locais estão alertas e com falta de informação desde a ocorrência durante a perfuração da Petrobras. Lideranças ouvidas pela Amazônia Real se dizem inseguras e com medo que o vazamento recente confirme seu receio sobre possíveis acidentes mais graves no futuro, com impacto na natureza e nas suas fontes de alimento.
Julgamento das ações do marco temporal é concluído com 9 ministros se opondo à medida. No entanto, os ministros Edson Fachin e Carmen Lúcia discordaram das observações de Gilmar Mendes, como é o caso da possibilidade de concessão de ‘terras equivalentes’, que substituiriam a posse tradicional ou ancestral da área.
A aprovação às pressas da PEC 48/2023 e a retomada do julgamento da Lei 14.701 expõem tensão entre Poderes e ampliam riscos para direitos originários no Brasil a partir da tese do marco temporal.
Enquanto o país protesta contra a violência de gênero, mulheres da região amazônica seguem sendo assassinadas, muitas vezes sob a impunidade da Justiça, que não reconhece os crimes de ódio ao gênero. Durante os protestos, a UBM pediu a federalização do caso de Deusiane Pinheiro, morta com um tiro na cabeça em 2015. O acusado pelo crime é o ex-namorado militar, que segue impune.
O Supremo Tribunal Federal havia definido que o julgamento seria em 5 de dezembro e de forma virtual, mas uma pressão do movimento indígena fez a Corte mudar a data para o dia 10, na próxima quarta-feira. Mas depois da leitura e das sustentações orais o caso volta ao plenário virtual.
Decisão dos parlamentares, em represália ao governo Lula, restabeleceu trechos do “PL da Devastação”, ampliando autolicenciamento, reduzindo exigências ambientais e ameaçando territórios indígenas e biomas brasileiros.