Política
Ato Mulheres Vivas na Amazônia denuncia impunidade dos feminicídios na Justiça
Enquanto o país protesta contra a violência de gênero, mulheres da região amazônica seguem sendo assassinadas, muitas vezes sob a impunidade da Justiça, que não reconhece os crimes de ódio ao gênero. Durante os protestos, a UBM pediu a federalização do caso de Deusiane Pinheiro, morta com um tiro na cabeça em 2015. O acusado pelo crime é o ex-namorado militar, que segue impune.
Metodologia
Origem e metodologia: A cobertura foi sugerida pela editoria em razão dos movimentos nacionais em manifestação contra a violência contra a mulher e o feminicídio, que tem disparado de forma brutal no Brasil no último ano. Cobertura na sexta-feira (5), às 18h, da vigília em frente ao Fórum Henoch Reis, organizada pelo Fórum Permanente de Mulheres do Amazonas, como parte da programação dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher. Na ocasião, os familiares da Deusiane Pinheiro estiveram presentes, mas também outros familiares de vítimas de feminicídio. No dia 07 de dezembro, domingo, a equipe acompanhou o ato nacional das mulheres contra a violência e o ódio à mulher na Praça do Congresso, em Manaus (AM). Foi feito o levantamento do número da quantidade de pessoas que participaram com as organizações das mulheres nos atos nacionais.
Apuração: A apuração foi realizada de forma presencial com entrevistas com Marília Freire, oficial de justiça e presidente do Coletivo Feminista Humaniza; Antônia Assunção, mãe de Deusiane Pinheiro; Luzanira Varela, integrante do do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus; Eriava Azevedo, presidente da UBM no Amazonas; Raiclicia Nayara, presidente do Movimento Baque Mulher em Manaus; Alderlene Pimentel, professora do curso de Geologia da Ufam e presidente da Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências; Deborah Criolla, pesquisadora, multiartista e coordenadora do Fórum da Juventude Negra do Amazonas (Fojune); Marinete Tukano, coordenadora da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB); e Socorro Baniwa, coordenadora executiva da Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas - Makira E’ta.
Apuração: A apuração foi realizada de forma presencial com entrevistas com Marília Freire, oficial de justiça e presidente do Coletivo Feminista Humaniza; Antônia Assunção, mãe de Deusiane Pinheiro; Luzanira Varela, integrante do do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus; Eriava Azevedo, presidente da UBM no Amazonas; Raiclicia Nayara, presidente do Movimento Baque Mulher em Manaus; Alderlene Pimentel, professora do curso de Geologia da Ufam e presidente da Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências; Deborah Criolla, pesquisadora, multiartista e coordenadora do Fórum da Juventude Negra do Amazonas (Fojune); Marinete Tukano, coordenadora da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB); e Socorro Baniwa, coordenadora executiva da Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas - Makira E’ta.
Citações
“São 10 anos que eu espero por justiça. Minha filha foi assassinada dentro de um batalhão ambiental. A polícia, em vez de punir o assassino, encobriu o assassino” - Antonia Assunção
“A gente tem que falar de educação desde a infância, tem que falar sobre qual masculinidade a gente está promovendo nas escolas, na televisão, em casa. Como é que as crianças estão sendo educadas? Porque a gente nunca vai ver uma mudança de quadro se a gente não começar a educar os homens” - Marilia Freire
“Não estamos no sistema brasileiro como indígenas, mas como mulheres pardas. Estamos subnotificadas e as nossas mortes não são registradas, nossas violações de corpos não são registradas. Só é registrada e reconhecida as violações contra as mulheres indígenas quando vai para as mídias nacionais e quando não vai, elas são esquecidas” - Marinete Tukano
“Nós fazemos parte da maior taxa de violência obstétrica em números nacionais. É muito importante nossos corpos estarem aqui interagindo também com outros coletivos, com outras vivências, onde a gente se soma e vê que esse movimento não morreu. Também quero chamar atenção para as mulheres negras e mulheres indígenas do interior do Amazonas. No interior, tem altas taxas de estupros, tem altas taxas de união estável entre crianças e homens adultos” - Deborah Criolla
“Nós temos uma cultura de violência forte na região, vários casos nos quais as mulheres são silenciadas quando elas tentam denunciar. Tem sido ineficiente a lei Maria da Penha na hora de acolher essas mulheres. A precisa mudar. Hoje as políticas públicas são uma maquiagem, elas estão ali só para dizer que tem, mas na hora de executar a lei, ela não está sendo realizada” - Raiclicia Nayara
LINKS
https://amazoniareal.com.br/impunidade-no-feminicidio-de-deusiane/
https://amazoniareal.com.br/pms-absolvidos-assassinato-deusiane-pinheiro/
https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/11/cartografias-violencia-amazonia-ed2.pdf
https://amazoniareal.com.br/por-que-a-justica-nega-a-violencia-de-genero-contra-julieta/
https://amazoniareal.com.br/feminicidio-de-julieta/
https://amazoniareal.com.br/familia-de-julieta-luta-para-o-crime-ser-reconhecido-como-feminicidio/
https://amazoniareal.com.br/duplo-feminicidio-no-para/
https://g1.globo.com/pa/para/videos-jornal-liberal-2-edicao/video/homem-e-preso-suspeito-de-matar-duas-mulheres-em-novo-repartimento-sudeste-do-estado-14093768.ghtml
https://amazoniareal.com.br/feminicidio-jerusa-nakamine/
https://mpam.mp.br/noticias-portal/18948-ministerio-publico-vai-recorrer-da-absolvicao-de-pms-acusados-de-matar-a-soldado-deusiane-em-2015
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/mulher-arrastada-em-sp-foi-vitima-de-tentativa-de-feminicidio-diz-delegado
https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/ataque-a-tiros-homem-invade-cefet-do-maracana-e-mata-duas-mulheres
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/12/03/mulher-e-esfaqueada-em-iraja.ghtml
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/soldado-confessa-feminicidio-e-incendio-de-quartel-em-brasilia
https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2024/10/presidente-sanciona-lei-que-amplia-para-ate-40-anos-a-pena-para-casos-de-feminicidio#:~:text=MULHERES-,Presidente%20sanciona%20lei%20que%20amplia%20para%20at%C3%A9%2040,pena%20para%20casos%20de%20feminic%C3%ADdio&text=O%20presidente%20Luiz%20In%C3%A1cio%20Lula,Penal%2C%20de%20at%C3%A9%2040%20anos
https://amazoniareal.com.br/manuella-otto-pm-condenado/
https://www.brasildefato.com.br/2025/11/24/mais-de-70-das-agressoes-contra-mulheres-tem-testemunhas-diz-estudo/
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/12/01/brasil-tem-mais-de-mil-casos-de-feminicidio-registrados-em-2025.ghtml
https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2025/07/anuario-2025.pdf
https://www.generonumero.media/violencia-contra-mulheres-indigenas/
https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/11/26/adolescente-indigena-e-vitima-de-estupro-coletivo-no-interior-do-am.ghtml
https://amazoniareal.com.br/justica-federal-mantem-prisao-de-tuxaua-mura-acusado-de-abuso-sexual/
https://amazoniareal.com.br/crime-brutal-contra-familia-tikuna/
https://amazoniareal.com.br/mulheres-indigenas-denunciam-violencia/
https://amazoniareal.com.br/morte-de-menina-satare-mawe-expoe-violencia-sexual-dentro-dos-territorios/
“A gente tem que falar de educação desde a infância, tem que falar sobre qual masculinidade a gente está promovendo nas escolas, na televisão, em casa. Como é que as crianças estão sendo educadas? Porque a gente nunca vai ver uma mudança de quadro se a gente não começar a educar os homens” - Marilia Freire
“Não estamos no sistema brasileiro como indígenas, mas como mulheres pardas. Estamos subnotificadas e as nossas mortes não são registradas, nossas violações de corpos não são registradas. Só é registrada e reconhecida as violações contra as mulheres indígenas quando vai para as mídias nacionais e quando não vai, elas são esquecidas” - Marinete Tukano
“Nós fazemos parte da maior taxa de violência obstétrica em números nacionais. É muito importante nossos corpos estarem aqui interagindo também com outros coletivos, com outras vivências, onde a gente se soma e vê que esse movimento não morreu. Também quero chamar atenção para as mulheres negras e mulheres indígenas do interior do Amazonas. No interior, tem altas taxas de estupros, tem altas taxas de união estável entre crianças e homens adultos” - Deborah Criolla
“Nós temos uma cultura de violência forte na região, vários casos nos quais as mulheres são silenciadas quando elas tentam denunciar. Tem sido ineficiente a lei Maria da Penha na hora de acolher essas mulheres. A precisa mudar. Hoje as políticas públicas são uma maquiagem, elas estão ali só para dizer que tem, mas na hora de executar a lei, ela não está sendo realizada” - Raiclicia Nayara
LINKS
https://amazoniareal.com.br/impunidade-no-feminicidio-de-deusiane/
https://amazoniareal.com.br/pms-absolvidos-assassinato-deusiane-pinheiro/
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https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/ataque-a-tiros-homem-invade-cefet-do-maracana-e-mata-duas-mulheres
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/12/03/mulher-e-esfaqueada-em-iraja.ghtml
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/soldado-confessa-feminicidio-e-incendio-de-quartel-em-brasilia
https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2024/10/presidente-sanciona-lei-que-amplia-para-ate-40-anos-a-pena-para-casos-de-feminicidio#:~:text=MULHERES-,Presidente%20sanciona%20lei%20que%20amplia%20para%20at%C3%A9%2040,pena%20para%20casos%20de%20feminic%C3%ADdio&text=O%20presidente%20Luiz%20In%C3%A1cio%20Lula,Penal%2C%20de%20at%C3%A9%2040%20anos
https://amazoniareal.com.br/manuella-otto-pm-condenado/
https://www.brasildefato.com.br/2025/11/24/mais-de-70-das-agressoes-contra-mulheres-tem-testemunhas-diz-estudo/
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/12/01/brasil-tem-mais-de-mil-casos-de-feminicidio-registrados-em-2025.ghtml
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https://www.generonumero.media/violencia-contra-mulheres-indigenas/
https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/11/26/adolescente-indigena-e-vitima-de-estupro-coletivo-no-interior-do-am.ghtml
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