Reportagem foi baseada nos dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Embora o pedido tenha sido feito em julho de 2021, e o relatório tenha sido finalizado em 16 de agosto, ele só foi entregue em outubro. Os dados estavam em um arquivo PDF, o que demandou a raspagem das informações com técnicas de jornalismo de dados. No período fornecido, 595 pacientes morreram sem ter atendidos os pedidos de transferência para UTIs Covid-19. Os dados indicam que a partir da explosão de requisições para transferência, o sistema de saúde do Amazonas colapsou.
Covid: quase 600 pessoas morreram na fila da UTI no Amazonas
Dados exclusivos obtidos pela Amazônia Real pela Lei de Acesso à Informação (LAI) junto à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, que haviam sido solicitados há mais de um ano e só agora disponibilizados, indicam por que a ausência […]
Metodologia
Citações
“Este é um número extraordinariamente alto para mortes específicas por Covid-19 (595) e mostra a falência do sistema de referência e contrarreferência para internação de casos graves e em risco iminente de óbito no Amazonas. O número de mortes evitáveis deve ser ainda maior, pois outras dezenas ou talvez centenas de amazonenses podem ter necessitado de UTI e faleceram por falta de leitos", afirma o epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz-Amazônia.
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