O luto da pandemia não passa

O artigo examina as consequências devastadoras da crise sanitária em Manaus, durante a pandemia da Covid-19 (de 2020 a 2021), relembrando o episódio da escassez de oxigênio, que causou inúmeras mortes por asfixia. A autora critica a omissão governamental e a promoção de terapias sem validade científica, que transformaram Manaus em um laboratório para políticas públicas ineficazes. O relato é enriquecido por depoimentos de leitores e profissionais de saúde, que expressam indignação com o descaso das autoridades e a repressão policial nos hospitais.

Distribuição de cilindros de oxigênio aos hospitais de Manaus, durante a pandemia, em 2021 (Foto: Raphael Alves/TJAM).
Amazonia Real Publicado em: 23/09/2026 às 09:30
Por da Amazônia Real
Metodologia
O texto revisita a tragédia da falta de oxigênio em Manaus, as reflexões sobre o descaso na saúde pública e a impunidade de investigados na CPI da Covid. Leitores continuam enviando mensagens em uma reportagem da Amazônia Real.
Citações
“Ouvi do David [prefeito de Manaus David Almeida] falar aqui sobre tratamento precoce. Senhores, senhoras, não existe outra saída. Avisei ao Wilson [Lima], ontem que hoje eu seria um pouco mais incisivo em algumas palavras”, - general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro.

“Infelizmente houve um descaso muito grande pelos nossos governantes, vidas e mais vidas foram levadas à morte como se fossem nada, famílias não tinham notícias dos parentes que estavam internados, médicos sobrecarregados, trabalhando dia após dia” - Cláudia Araújo.

“Fui profissional de frente em muitos casos. Nem as próprias ambulâncias, os hospitais deram conta da falta de oxigênio para uso imediato aos pacientes com vírus da covid e suas comorbidades. Muitas vidas perdidas mediante ao descaso. Lamentável situação naquele momento. No decorrer da pandemia, além das vidas perdidas por falta de suporte, falta de atendimento ainda veio à tona o aproveitamento político mediante a desgraça.” - Paedra Morais da Silva.

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Kátia
Kátia Brasil

Kátia Brasil é co-fundadora e editora executiva da agência de jornalismo independente e investigativo Amazônia Real, com sede em Manaus (AM). Recém formada pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, foi morar na Amazônia no início do ano de 1990. Trabalhou nas TVs Educativa e Cultura e nos jornais O Globo, A Gazeta de Roraima, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Entre os prêmios que ganhou estão o Esso Regional Norte 1991 e Women Journo Heroes (#JournoHeroes), da International Women’s Media Foundation (IWMF), em 2019, Prêmio Abraji, em 2020, Vladimir Herzog e Comunique-se, ambos em 2021. É uma das jornalistas brasileiras +Admiradas Negras da Imprensa Brasileira, em 2024. É diretora editorial do Projor/Observatório da Imprensa. Conselheira do Tornavoz e RBJA, e membra da Comissão da ABI Ambiental. Foi eleita em 1o. lugar Região Norte do Prêmio TOP 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros. Integra o forbiddenstories.org, o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM) e o Coletivo Mães Pela Diversidade em defesa das pessoas LGBTQIAPN+. ([email protected])

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